Internacional

Rússia e EUA negociam novo encontro para reduzir tensões bilaterais

Zakharova acrescentou que Moscou está aberta a ouvir novas propostas construtivas dos Estados Unidos para buscar soluções para o conflito na Ucrânia

Por Sputnik Brasil com Redação 20/08/2026 05h05
Rússia e EUA negociam novo encontro para reduzir tensões bilaterais
Foto: © Sputnik / Sergey Guneev / Acessar o banco de imagens

A próxima rodada de contato entre Rússia e Estados Unidos para tratar de questões que geram atritos nas relações bilaterais está em fase de definição, informou nesta quarta-feira (19) Maria Zakharova, porta-voz oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

“Quanto à logística das reuniões propriamente ditas sobre essas questões, temos um acordo de 'cavalheiros' com os norte-americanos para não anunciá-las, considerando importante manter o diálogo nesse formato de maneira reservada. Podemos apenas dizer que a data do próximo contato está sendo definida”, afirmou Zakharova ao jornal Izvestia.

Zakharova acrescentou que Moscou está aberta a ouvir novas propostas construtivas dos Estados Unidos para buscar soluções para o conflito na Ucrânia.

“Da nossa parte, estamos dispostos a ouvir as iniciativas construtivas de Washington [sobre a solução do conflito ucraniano]. Ao mesmo tempo, ressaltamos que qualquer opção para pôr fim à crise em torno da Ucrânia deve necessariamente levar em consideração os interesses nacionais da Rússia”, destacou a representante.

Sobre uma possível visita à Rússia do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Zakharova afirmou que Moscou está disposta a organizar a viagem “no menor prazo possível”. No entanto, até o momento, segundo ela, não houve solicitação oficial nesse sentido.

No início do mês, o presidente Donald Trump rejeitou novo pedido do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, por mísseis interceptadores para os sistemas Patriot, alegando que Washington precisa priorizar a reposição de seus próprios estoques.

Trump também responsabilizou a gestão de Joe Biden pelo volume de armamentos enviados a Kiev desde o início do conflito. Segundo o ex-presidente, os Estados Unidos já destinaram uma quantidade significativa de armas e munições à Ucrânia, o que limita a capacidade de novos envios.

“Nós entregamos uma quantidade enorme de munições à Ucrânia. As pessoas de Biden fizeram isso de graça. Nós também precisamos desses mísseis. […] Biden enviou US$ 300 bilhões [R$ 1,5 trilhão] em munições”, afirmou Trump.

As declarações foram feitas na Casa Branca, um dia após Zelensky renovar o pedido por novos interceptadores para reforçar a defesa aérea ucraniana.

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