Internacional
EUA avaliam ampliar sanções ao Irã e podem atingir bancos e refinarias china
Os Estados Unidos preparam uma nova rodada de sanções contra o Irã, ampliando a pressão econômica sobre o país persa e avaliando medidas que podem atingir bancos e refinarias chinesas
Os Estados Unidos preparam uma nova rodada de sanções contra o Irã, ampliando a pressão econômica sobre o país persa e avaliando medidas que podem atingir bancos e refinarias chinesas.
Após o secretário do Tesouro norte-americano prometer sanções "nunca vistas", o ex-presidente Donald Trump afirmou que Washington vai intensificar o cerco, reforçando medidas já aplicadas desde o início do conflito em fevereiro.
De acordo com a mídia britânica, o movimento reforça um histórico de punições impostas por EUA, ONU e União Europeia desde os anos 1970, motivadas pelo programa nuclear iraniano, acusações de violações de direitos humanos e apoio a grupos militantes.
Desde fevereiro, o governo norte-americano ampliou sanções nos setores marítimo, energético e financeiro, além de implementar um bloqueio naval. Dados do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) indicam que mais de mil pessoas, embarcações e aeronaves foram sancionadas apenas no segundo mandato de Trump, numa tentativa de sufocar as fontes de receita do Irã.
As ações mais recentes, segundo apuração internacional, miram a frota petrolífera paralela do Irã, seguradoras marítimas e intermediários envolvidos na aquisição de armas. O Tesouro também congelou cerca de US$ 500 bilhões (aproximadamente R$ 2,79 trilhões) em criptomoedas ligadas ao governo iraniano, mirando corretoras digitais que facilitam transações internacionais do país.
Especialistas apontam que Washington pode avançar sobre refinarias independentes chinesas, conhecidas como "bules de chá", responsáveis por grande parte das compras de petróleo iraniano. Apesar de terem pouca exposição ao sistema financeiro norte-americano, essas refinarias já foram afetadas por sanções anteriores e permanecem vulneráveis a novas medidas.
Outra frente envolve bancos chineses. O Tesouro dos EUA alertou duas grandes instituições sobre possíveis punições caso fundos iranianos circulem por seus sistemas. Sancionar esses bancos teria impacto imediato sobre o fluxo financeiro do Irã, mas também poderia provocar retaliação de Pequim.
O governo norte-americano também mira entidades que ajudam o Irã a driblar sanções. No entanto, analistas destacam que cada empresa punida é rapidamente substituída por outra. Agora, há expectativa de que novas sanções possam atingir o setor de aviação, especialmente após o bloqueio da navegação pelo estreito de Ormuz.
Paralelamente, autoridades norte-americanas e israelenses discutem a possibilidade de um bloqueio terrestre, que dependeria da cooperação de países vizinhos como Turquia, Paquistão e Iraque. Embora essa medida pudesse aumentar a pressão sobre a economia iraniana, sua execução é considerada difícil e de eficácia incerta.
Por fim, há a possibilidade de Trump considerar tarifas secundárias contra países que negociam com o Irã. O projeto já foi aprovado no Senado, mas enfrenta resistência na Câmara dos Deputados, onde democratas e parte dos republicanos demonstram preocupação com o impacto dessas medidas tarifárias.
Por Sputnik Brasil
