Internacional

Rússia propõe troca de 273 prisioneiros ucranianos, mas Kiev recusa

A Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, destacou ainda que as autoridades ucranianas não demonstram interesse em receber todos os seus soldados presos na Rússia

Por Sputnik Brasil com Redação 13/08/2026 05h05
Rússia propõe troca de 273 prisioneiros ucranianos, mas Kiev recusa
Foto: © Sputnik / Pelagiya Tikhonova

O Gabinete da Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos afirmou, nesta quinta-feira (13), que transmite regularmente à Ucrânia listas de cidadãos russos aguardados de volta ao país, mas que Kiev tem recusado as propostas apresentadas.

A Alta Comissária da Rússia para os Direitos Humanos, Yana Lantratova, destacou ainda que as autoridades ucranianas não demonstram interesse em receber todos os seus soldados presos na Rússia.

"Da nossa parte, estamos prontos para a troca. Apenas no último mês, apresentamos três listas diferentes, incluindo soldados comuns e pessoas condenadas por diversos crimes em território russo. No entanto, a Ucrânia se recusa a receber seus próprios cidadãos", ressaltou Lantratova.

Segundo a comissária, a Rússia chegou a um acordo sobre uma lista de 273 militares ucranianos e está pronta para entregá-los a Kiev já amanhã, com o objetivo de conseguir o retorno de cidadãos russos detidos desde 2014.

Ela afirmou ainda que as autoridades ucranianas preferem adotar ações de propaganda e têm publicado os nomes dos russos detidos, que Moscou já incluiu em suas listas de troca.

Lantratova acrescentou que especialistas russos elaboraram as listas a partir de pedidos pessoais de mães e parentes, sem distinção entre os prisioneiros por região.

De acordo com a comissária, Moscou deu consentimento inicial para a troca e está disposta a considerar diferentes opções. O principal obstáculo, segundo ela, é a ausência de uma resposta oficial e de boa vontade por parte de Kiev.

Vale lembrar que, na quarta-feira (12), a Rússia publicou uma lista com 224 militares ucranianos detidos no país desde 2022, que poderiam ser incluídos nas próximas etapas da troca.

Por Sputnik Brasil