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Senado dos EUA aprova pacote com duras sanções energéticas contra a Rússia

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), por ampla maioria de 86 votos a 11, um robusto pacote de sanções contra a Rússia, com foco em reduzir as receitas do país provenient

Por Sputnik Brasil 07/08/2026 16h04
Senado dos EUA aprova pacote com duras sanções energéticas contra a Rússia
Foto: © AP Photo / J. Scott Applewhite

Medida amplia punições ao setor de energia russo e pode impactar grandes importadores como China e Índia.

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), por ampla maioria de 86 votos a 11, um robusto pacote de sanções contra a Rússia, com foco em reduzir as receitas do país provenientes das exportações de petróleo e gás.

A proposta segue agora para análise na Câmara dos Representantes, prevista para ocorrer após o recesso de verão do Congresso, no início de setembro.

O texto autoriza o presidente Donald Trump a impor tarifas de até 500% sobre importações diretas da Rússia, incluindo petróleo e gás. Também amplia as sanções contra autoridades russas, oligarcas, instituições financeiras e a chamada "frota fantasma" — navios utilizados por Moscou para transportar petróleo e contornar restrições internacionais.

O projeto ainda prevê a aplicação de tarifas de até 100% sobre produtos de países que continuarem comprando petróleo, gás e outras exportações russas, podendo atingir grandes importadores como China e Índia.

Além disso, o pacote reforça as sanções ao setor energético russo, estende até 2031 as restrições americanas aos setores de energia e armamentos do Irã e prevê que o presidente russo, Vladimir Putin, e outros membros da alta cúpula do governo possam ser alvo das medidas.

O texto inclui uma cláusula que permite ao presidente dos EUA conceder isenções às sanções, desde que comunique ao Congresso que a decisão atende ao interesse nacional.

Esse pacote representa a iniciativa mais abrangente do Congresso americano para aumentar a pressão econômica sobre a Rússia durante o segundo mandato de Trump. Se aprovado pela Câmara, o texto seguirá para sanção presidencial.

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