Internacional
Especialistas da ONU pedem ação internacional para evitar crise humanitária
A ONU alertou para o risco de uma grave deterioração das condições humanitárias em Cuba e defendeu uma mobilização internacional para evitar o agravamento da crise
Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas (ONU) condenaram, nesta quinta-feira (6), as recentes medidas adotadas pelos Estados Unidos contra Cuba e solicitaram à comunidade internacional uma resposta urgente para evitar que uma “Gaza silenciosa” se forme na ilha.
“Os alimentos nunca devem ser usados como instrumento de pressão política. Medidas que, conscientemente, privam uma população dos meios de sobrevivência atentam contra as garantias mais básicas do direito à vida e prejudicam a essência da dignidade humana”, afirmaram os especialistas.
Embargo
- Presidente de Cuba acusa EUA de “genocídio político” em meio a tensões.
- Cuba tem novo apagão nacional em menos de 24 horas.
No início da semana, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, fez duras críticas ao embargo petrolífero de Washington e ao endurecimento das sanções, classificando a política do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, como “genocídio político”.
Díaz-Canel pediu o fim das sanções e do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos à ilha, além de agradecer aos grupos internacionais que têm enviado ajuda humanitária e suprimentos ao país.
“Que Cuba viva em paz, e que também vivam em paz os mais nobres do povo norte-americano, que historicamente lutaram pelos direitos humanos de outros povos, sem esperar reconhecimento e muitas vezes enfrentando perseguição, prisão e riscos à própria vida”, declarou o presidente cubano.
Entenda
A crise econômica sem precedentes em Cuba levou várias empresas internacionais, sobretudo dos setores de turismo e financeiro, a encerrarem operações no país.
Além de apagões frequentes, o esgotamento dos estoques de combustível provocou falhas na rede elétrica nacional. O transporte público ficou paralisado e o ano letivo foi encurtado devido à falta de combustível.
Washington atribui a crise à má gestão econômica do governo cubano e à falta de investimentos.
*Com informações da Reuters
