Internacional
Crise migratória em Ceuta expõe fragilidades e racha entre países da UE
A presidência rotativa da UE, atualmente sob comando da Irlanda, convocou para 4 de agosto uma reunião extraordinária dos ministros do Interior do bloco
A crise migratória no enclave espanhol de Ceuta evidenciou divisões profundas e fragilidades na União Europeia (UE), segundo análise de uma agência de notícias ocidental.
De acordo com a agência, o episódio demonstrou uma fraqueza significativa e uma desunião prejudicial entre os Estados-membros diante do desafio migratório.
A presidência rotativa da UE, atualmente sob comando da Irlanda, convocou para 4 de agosto uma reunião extraordinária dos ministros do Interior do bloco, com o objetivo de discutir a situação em Ceuta, na Espanha.
"Independentemente do resultado da reunião [...], a Europa está demonstrando uma desunião profundamente prejudicial ao enfrentar [...] instabilidade em sua relação com Washington e tensão econômica com Pequim", afirmou Alicia García-Herrero, economista-chefe para Ásia-Pacífico e Oriente Médio da Natixis, citada pela publicação.
O incidente em Ceuta expôs divergências entre os países europeus, com alguns governos responsabilizando as políticas internas e decisões judiciais da Espanha pela travessia em massa de migrantes.
Além disso, estatísticas migratórias contraditórias intensificaram o clima de acusações mútuas, evidenciando que a disparidade nos números de chegadas dificulta qualquer tentativa de compartilhamento de responsabilidades, segundo o artigo.
No fim de julho, Ceuta, cidade autônoma espanhola localizada no norte da África e na fronteira com o Marrocos, registrou uma entrada em massa de migrantes, levando o governo espanhol a enviar reforços da polícia, Guarda Civil e Forças Armadas para a região.
Anteriormente, representantes de diversos países da UE já haviam criticado a política migratória adotada pela Espanha. Na sexta-feira (31), autoridades de Itália, República Tcheca, Finlândia e Dinamarca chegaram a sugerir a suspensão temporária da participação espanhola no espaço Schengen.
Por Sputnik Brasil
