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Trabalhadores do Ceasa/AL são impedidos de entrar em sessão sobre privatização do órgão

Comerciantes e funcionários protestam em frente à Assembleia Legislativa contra a transferência da gestão do órgão e alegam serem impedidos de entrar na sessão

Por Redação 27/10/2026 16h04 - Atualizado em 27/10/2026 17h05
Trabalhadores do Ceasa/AL são impedidos de entrar em sessão sobre privatização do órgão
Comerciantes e trabalhadores do órgão realizam um protesto em frente à sede do Legislativo - Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (27), a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) discute a proposta de concessão do Complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL), em Maceió, à iniciativa privada. Comerciantes e trabalhadores do órgão realizam um protesto em frente à sede do Legislativo e afirmam que estão sendo impedidos de acompanhar a sessão. Eles também questionam a divulgação da reunião.

Em vídeo que está circulando nas redes sociais, Alexandre Fleming, professor, jornalista, sindicalista e candidato ao Senado por Alagoas pela Unidade Popular (UP) nas eleições de 2026, afirma que a via de acesso à Assembleia foi fechada, dificultando a entrada dos manifestantes. Nas imagens, um grupo de pessoas aparece reunido em frente ao prédio, reivindicando participação popular na discussão da proposta.

“Isso é um absurdo, é inadmissível. Praticamente ninguém estava sabendo da reunião, e eles já fecharam a rua de acesso à Assembleia Legislativa para impedir que o protesto dê visibilidade e publicidade a essa arbitrariedade do governo do Estado de Alagoas e da Assembleia Legislativa. A gente tem que dar a maior visibilidade possível a esse fato. Eles já privatizarama água, a luz e agora querem privatizar o alimento”, declarou Fleming.

Durante a manhã de hoje, os manifestante se concentraram na região da Forene, no bairro Santos Dumont, parte alta da capital. Em seguida, o grupo partiu em carreata até a sede da ALE, no Centro de Maceió. Cartazes com provocações estampando o rosto de Davi Maia e participantes vestindo camisas com a frase “Ceasa é do povo alagoano” marcaram a caminhada, cujo objetivo principal foi acompanhar a sessão plenária e pressionar os parlamentares por apoio contra o projeto do Poder Executivo.

Histórico da proposta

A concessão do Ceasa/AL foi discutida anteriormente na Assembleia Legislativa, durante uma sessão especial realizada na quarta-feira (14), por iniciativa do deputado estadual Delegado Leonam (União Brasil). Na ocasião, comerciantes e representantes da categoria manifestaram preocupação com os possíveis efeitos da medida, principalmente em relação à permanência dos atuais permissionários e a eventuais aumentos nos preços dos alimentos.

A proposta estabelece um contrato inicial de 30 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, podendo chegar a 60 anos. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pela operação, manutenção, modernização, gestão e exploração econômica do complexo.