Geral

Ventos fortes em Maceió exigem cuidados com a saúde respiratória das crianças

Crises de asma e rinite alérgica podem ser mais frequente neste período do ano

Por Redação com Assessoria* 21/10/2026 10h10 - Atualizado em 21/10/2026 11h11
Ventos fortes em Maceió exigem cuidados com a saúde respiratória das crianças
. - Foto: Assessoria

A presença de ventos fortes em Alagoas, especialmente na região litorânea, exige atenção redobrada dos pais e responsáveis com a saúde respiratória das crianças. A circulação de ar pode espalhar poeira, pólen, fuligem da cana-de-açúcar e outras partículas que irritam as vias respiratórias e agravam sintomas alérgicos.

A pneumologista pediátrica Rita Silva explica que o vento não provoca infecções respiratórias por si só, mas pode favorecer o aparecimento de espirros, coriza, coceira nos olhos e tosse. Crianças com asma também estão mais sujeitas a crises quando entram em contato com esses agentes irritantes.

“Os ventos fortes podem espalhar poeira e outras partículas como a fuligem da cana que irritam as vias respiratórias das crianças. Quem tem asma ou rinite alérgica precisa de atenção especial, porque essa exposição pode piorar os sintomas. Por isso, é importante reduzir o contato com a poeira, manter os ambientes limpos e observar qualquer sinal de dificuldade respiratória”, orientou Rita Silva.

Em dias de ventania, a recomendação é evitar brincadeiras e atividades ao ar livre em locais com muita poeira, terrenos descobertos ou áreas próximas a obras. Dentro de casa, o ideal é limpar os ambientes com pano úmido, em vez de varrer a seco, para impedir que as partículas se espalhem pelo ar.

A médica também recomenda manter as crianças longe da fumaça de cigarro e seguir as orientações médicas nos casos de asma ou rinite alérgica. Medicamentos de uso contínuo não devem ser interrompidos nem ter as doses alteradas sem orientação de um profissional de saúde.

“Os pais devem ficar atentos a sintomas como tosse persistente, espirros frequentes, coriza, chiado no peito e cansaço fora do habitual. Caso a criança apresente dificuldade para respirar, respiração muito rápida ou esforço excessivo para respirar, é necessário procurar atendimento médico imediatamente”, relembrou.

Segundo Rita Silva, crianças que já apresentam doenças respiratórias precisam de atenção especial durante períodos de mudanças nas condições ambientais. Acompanhar os avisos meteorológicos e reduzir o contato com partículas suspensas no ar são medidas importantes para prevenir o agravamento dos sintomas.