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Balneabilidade: 88% dos pontos monitorados em Alagoas estão próprios para banho

Em Maceió, 75% dos locais analisados apresentam condições adequadas; litoral Sul registra 100% de aprovação

Por Agência Alagoas 15/10/2026 10h10
Balneabilidade: 88% dos pontos monitorados em Alagoas estão próprios para banho
Foto: Mary Landim / Ascom IMA/AL

O monitoramento da balneabilidade realizado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) revelou que 88,2% dos pontos analisados em praias e demais áreas de banho do estado estão próprios para banho. Dos 68 locais monitorados, 60 apresentaram condições adequadas e oito foram classificados como impróprios, conforme o Boletim de Balneabilidade nº 40/2026, com coletas realizadas nos dias 6 e 7 de outubro.

Em Maceió, 75% dos pontos analisados foram considerados próprios para banho, o que corresponde a 15 dos 20 locais monitorados. No litoral Sul, todos os 23 pontos avaliados apresentaram condições adequadas, atingindo 100% de aprovação. Já no litoral Norte, 22 dos 25 pontos analisados foram considerados próprios, representando 88%.

O acompanhamento periódico feito pelo IMA/AL reforça o compromisso do órgão estadual com as análises ambientais e a transparência das informações à população. O trabalho permite monitorar as condições das águas em diferentes regiões do litoral alagoano, oferecendo dados essenciais para que moradores e turistas escolham os melhores locais para banho.

Redução das chuvas favorece a qualidade da água

Segundo Ricardo César, coordenador de Gerenciamento Costeiro do IMA/AL, a melhoria das condições de balneabilidade está diretamente relacionada à ausência de chuvas, que diminui o volume de água transportado pelas drenagens urbanas até o mar.

“A alteração na balneabilidade é decorrente principalmente da ausência de chuvas neste período. O que mais compromete a qualidade da água, especialmente nas áreas urbanas, são as drenagens. Quando chove, a água lava a cidade e transporta materiais para as praias. Com a ausência de chuvas, essa drenagem diminui muito, favorecendo as condições de balneabilidade”, explica.

O coordenador destaca que Maceió tem características específicas, com praias localizadas em áreas abrigadas e sujeitas à influência das drenagens urbanas. Ele ressalta ainda que a redução das precipitações contribui para a melhoria da qualidade da água em regiões próximas à foz de rios, como o Rio Niquim, no litoral Sul.

“A vazão do rio praticamente se mantém, mas a drenagem das cidades do entorno diminui. Isso contribui para a melhoria da qualidade da água. Por outro lado, quando ocorrem chuvas fortes, a tendência é que as condições de balneabilidade sejam comprometidas”, acrescenta Ricardo César.

Monitoramento identifica oito pontos impróprios para banho

Dos 68 pontos monitorados pelo IMA/AL, oito foram classificados como impróprios para banho. Destes, cinco estão em Maceió, nas regiões de Pajuçara, Ponta Verde, Jatiúca e Rio Pratagy. Os outros três pontos ficam em Maragogi, no litoral Norte, próximos às desembocaduras dos rios Salgado, Maragogi e Persinunga.

Na capital, Pajuçara concentra dois pontos impróprios, localizados na interseção da Avenida Dr. Antônio Gouveia com a Rua João Carneiro e em frente ao Restaurante Parmegiano. Na Ponta Verde, o ponto impróprio está em frente à Corretora Márcio Raposo. Na Jatiúca, o ponto impróprio fica em frente ao Hotel Maceió Atlantic. O quinto local corresponde ao Rio Pratagy, na ponte da AL-101 Norte.

No litoral Norte, os três pontos impróprios estão concentrados em Maragogi, nas proximidades das desembocaduras dos rios Salgado, Maragogi e Persinunga. Todos os demais pontos monitorados na região apresentaram condições próprias para banho.

Análises seguem critérios ambientais

O trabalho desenvolvido pelo IMA/AL permite identificar alterações na qualidade da água e disponibilizar informações atualizadas para que moradores e turistas possam escolher os locais mais adequados para o banho.

As análises seguem critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os parâmetros utilizados para classificar os pontos como próprios ou impróprios, levando em conta a presença da bactéria Escherichia coli.

O IMA/AL ressalta que as condições de balneabilidade podem variar conforme fatores ambientais, especialmente a ocorrência de chuvas. Por isso, orienta os banhistas a ficarem atentos às áreas próximas a galerias pluviais, rios e canais, evitando o banho nesses locais, principalmente nas 24 horas seguintes às chuvas.

Por meio do monitoramento periódico e da divulgação dos boletins de balneabilidade, o IMA/AL mantém a população informada sobre as condições das águas, contribuindo para a segurança dos banhistas, a proteção da saúde pública e a preservação ambiental do litoral alagoano.