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Com 258 casos de chikungunya, Anadia entra na reta final da vacinação

Imunizante é destinado a pessoas de 18 a 59 anos, mas possui contraindicações

Por Redação 14/10/2026 10h10
Com 258 casos de chikungunya, Anadia entra na reta final da vacinação
Anadia está na fase final da estratégia piloto de vacinação contra a chikungunya - Foto: José Felipe Batista/Comunicação Butantan

Anadia, no interior de Alagoas, está na reta final da campanha de vacinação contra a chikungunya, após registrar 258 casos da doença entre 2024 e 2026. O imunizante continua disponível nos postos de saúde para pessoas de 18 a 59 anos que atendam aos critérios de indicação.

A vacinação faz parte de uma estratégia piloto nacional voltada à proteção de moradores de regiões com potencial risco de transmissão do vírus nos próximos anos. A iniciativa abrange 23 municípios de seis estados: Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Sergipe e São Paulo.

As aplicações começaram em fevereiro de 2026 e, desde então, quase 60 mil doses foram administradas nas localidades participantes. A vacina foi desenvolvida pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan e recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025.

A seleção dos municípios considerou fatores epidemiológicos, como a circulação do vírus e o risco de novos casos, além do tamanho da população e da capacidade dos serviços municipais de saúde para executar a campanha.

Eficácia e contraindicações


Estudos clínicos realizados nos Estados Unidos e no Brasil avaliaram a segurança do imunizante e sua capacidade de estimular a produção de anticorpos contra o vírus da chikungunya. Nos estudos norte-americanos, aproximadamente 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com anticorpos neutralizantes.

De modo geral, a vacina foi bem tolerada nos estudos, com eventos adversos predominantemente leves a moderados. Os resultados também demonstraram a capacidade de induzir resposta imunológica após uma única dose.

Apesar disso, o imunizante possui contraindicações previstas na bula aprovada pela Anvisa. Entre elas estão gestação, imunodeficiência, imunossupressão, hipersensibilidade aos componentes da vacina e determinadas condições de saúde, como múltiplas comorbidades ou doenças não controladas.

Por isso, a orientação é procurar uma unidade de saúde antes da vacinação para confirmar se a dose é indicada e esclarecer dúvidas com os profissionais responsáveis.

Sintomas e possíveis complicações


A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que também pode transmitir dengue e Zika. Os principais sintomas são febre de início súbito, geralmente acima de 38,5 °C, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, dores musculares e manchas avermelhadas na pele.

Um dos principais desafios da doença é a possibilidade de as dores articulares persistirem por meses ou até anos. Em alguns pacientes, os sintomas prolongados limitam os movimentos, dificultam atividades cotidianas e prejudicam a qualidade de vida.

Embora menos frequentes, também podem ocorrer complicações graves, incluindo manifestações neurológicas e casos que evoluem para a morte.

Tratamento e prevenção


Atualmente, não há antiviral específico para eliminar o vírus da chikungunya. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e pode incluir medicamentos para controlar a febre e a dor, repouso e hidratação. Quando as dores persistem, o paciente pode precisar de acompanhamento médico prolongado, fisioterapia e tratamento medicamentoso.

Além da vacinação para o público elegível, o combate ao mosquito continua sendo uma medida importante de prevenção. Eliminar recipientes que acumulam água parada e manter os ambientes livres de possíveis criadouros ajuda a reduzir o risco de transmissão.

Com a campanha na fase final, os moradores de Anadia que têm entre 18 e 59 anos devem procurar os postos de saúde para consultar a disponibilidade das doses e verificar se atendem aos critérios para receber o imunizante.