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Pobreza volta a crescer na Argentina e atinge 32% sob o governo Milei

Indicador oficial do Indec aponta alta no primeiro semestre e pressiona a gestão do presidente

Por Redação 05/10/2026 17h05
Pobreza volta a crescer na Argentina e atinge 32% sob o governo Milei
Pobreza volta a crescer na Argentina e atinge 32% sob o governo Milei - Foto: Reprodução

A taxa de pobreza no território argentino registrou uma nova alta no primeiro semestre deste ano ao alcançar o patamar de 32,3% da população, número que representa 9,7 milhões de cidadãos atingidos. Os dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos abrangem os principais conglomerados urbanos do país e revelam que 2,5 milhões de famílias se encontram abaixo da linha de privação, interrompendo um ciclo de retração do indicador que durava dois anos.

O levantamento do órgão governamental, que avalia a capacidade financeira dos domicílios para o acesso a bens essenciais como alimentação, moradia, transporte, saúde e educação, apontou também uma elevação nos índices de indigência. Esse grupo extremo passou a englobar 2,2 milhões de argentinos, o equivalente a 7,5% da população analisada, decorrente do fato de muitas famílias não disporem de orçamento suficiente para custear uma cesta básica capaz de suprir as necessidades nutricionais diárias.

O cenário social da nação sul-americana sofre reflexos diretos de uma recente aceleração nos preços ao consumidor e da degradação das condições do mercado de trabalho. Apesar de o combate à inflação ter figurado como a principal meta da gestão de Javier Milei, a atividade econômica local sentiu o encerramento das operações de cerca de 30 mil empresas nos últimos anos, situação que impulsionou o desemprego para a marca de 7,9% e deixou quase metade da população economicamente ativa atuando no mercado informal.

A deterioração dos índices econômicos intensificou as críticas sobre as medidas de ajuste fiscal promovidas pelo Poder Executivo, as quais incluem cortes de gastos públicos, suspensão de subsídios estatais e abertura de importações. A insatisfação se refletiu na percepção popular, registrando desaprovação do presidente por parte da maioria do eleitorado de menor renda. Em contrapartida, a equipe econômica argentina sustenta que os cortes operados na máquina governamental buscam reorganizar o orçamento público, resgatar a credibilidade financeira e garantir um crescimento sustentável para o país nos próximos anos.