Geral

MPAL discute “vaga zero” para casos graves de pé diabético em Alagoas

Proposta foi apresentada ao Colégio de Procuradores de Justiça e ainda depende de articulação com gestores da saúde

Por Redação 04/09/2026 09h09
MPAL discute “vaga zero” para casos graves de pé diabético em Alagoas
Medidas discutidas incluem capacitação de equipes e ampliação de leitos especializados - Foto: Reprodução

Casos de pé diabético com infecções graves e risco de amputação poderão ser incluídos no protocolo de “vaga zero” da rede pública de saúde de Alagoas. A proposta foi apresentada durante reunião do Colégio de Procuradores de Justiça do Estado e divulgada no Diário Oficial do Ministério Público de Alagoas (MPAL) desta sexta-feira (4).

O protocolo de “vaga zero” permite que pacientes em estado grave sejam encaminhados de forma emergencial para uma unidade hospitalar mesmo quando não há leito previamente disponível na Central de Regulação. A medida busca garantir atendimento em situações que não podem aguardar a abertura de uma vaga convencional.

Durante a reunião, representantes da Casa Fecha Feridas e do Instituto Jackson Caiafa chamaram atenção para a ocorrência de amputações relacionadas ao diabetes e a feridas crônicas em Alagoas.

O médico Aldemar Araújo de Castro defendeu a adoção de um modelo semelhante ao utilizado no Rio de Janeiro. A proposta prevê que pacientes com infecções graves decorrentes do pé diabético e risco de perda de membros sejam encaminhados para atendimento emergencial.

Além da possibilidade de inclusão no protocolo de “vaga zero”, foram discutidas outras medidas para melhorar o atendimento desses pacientes. Entre elas estão a capacitação de profissionais da atenção primária, a ampliação de leitos especializados e a organização do atendimento nos distritos sanitários.

A aquisição de uma câmara hiperbárica também foi apontada como uma das necessidades apresentadas durante a reunião.

O procurador-geral de Justiça, Lean Antônio Ferreira de Araújo, afirmou que o MPAL deverá articular a discussão com gestores das secretarias estadual e municipal de Saúde, a direção do Hospital Geral do Estado (HGE) e órgãos jurídicos.

A inclusão dos pacientes com pé diabético grave no protocolo de “vaga zero”, porém, ainda não foi aprovada. A ata da reunião também não apresenta números oficiais sobre amputações, prazo para implantação das medidas ou estimativa dos custos envolvidos.