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Alagoas entra em alerta devido ao aumento de casos de SRAG, aponta Fiocruz

Além de Alagoas, Goiás e Paraíba também registraram aumento na tendência de longo prazo. No estado alagoano, o crescimento dos casos ocorre principalmente entre crianças de até 4 anos

Por Redação 03/09/2026 13h01
Alagoas entra em alerta devido ao aumento de casos de SRAG, aponta Fiocruz
Infogripe - Foto: Reprodução


Alagoas aparece entre os três estados brasileiros que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas duas semanas. O cenário foi apontado pelo novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (3), com dados referentes à Semana Epidemiológica 34, entre os dias 23 e 29 de agosto.

Além de Alagoas, Goiás e Paraíba também registraram aumento na tendência de longo prazo. No estado alagoano, o crescimento dos casos ocorre principalmente entre crianças de até 4 anos.

O levantamento também identificou elevação da SRAG entre pessoas de 5 a 14 anos e na faixa etária de 15 a 49 anos.

Entre os vírus respiratórios analisados, o rinovírus aparece como o principal responsável pelo aumento dos casos em Alagoas, especialmente entre crianças e adolescentes. O metapneumovírus também contribui para o crescimento registrado no estado e na Paraíba.

Cenário nacional


Em nível nacional, o boletim aponta a continuidade da tendência de aumento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de até 14 anos. Assim como em Alagoas, o crescimento está associado principalmente à circulação do rinovírus.

Outros dez estados apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento no longo prazo. São eles: Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Entre as capitais, seis apresentam níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com sinais de crescimento até a Semana Epidemiológica 34: Aracaju, Boa Vista, Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.

Vírus mais identificados


Considerando as quatro últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus foi responsável por 44,3% dos resultados positivos entre os casos de SRAG. Na sequência aparecem o vírus sincicial respiratório (VSR), com 31,9%; influenza B, com 6,9%; influenza A, com 3,6%; e Sars-CoV-2, causador da Covid-19, com 2,1%.

Entre os óbitos registrados no mesmo período e com identificação viral, o rinovírus também apresentou a maior proporção, com 34,2%. O VSR respondeu por 24%, a influenza B por 16,3%, a influenza A por 14,3% e o Sars-CoV-2 por 4,1%.

No ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 144.599 casos de SRAG no país. Desse total, 78.101 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 50.925 foram negativos e aproximadamente 7.323 ainda aguardavam resultado.

Entre os casos positivos registrados neste ano, o VSR representa 41,7%, seguido pelo rinovírus, com 30,7%; influenza A, com 17,5%; influenza B, com 5,4%; e Sars-CoV-2, com 3,8%.

Incidência é maior entre crianças


Segundo a análise da Fiocruz, a incidência de SRAG permanece mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é mais significativa entre os idosos, com destaque para influenza A, rinovírus e VSR.

Entre as crianças pequenas, VSR e rinovírus também estão entre os principais vírus associados aos casos que evoluem para óbito.

Apesar do cenário observado para outros vírus respiratórios, a incidência de SRAG causada pela Covid-19 permanece baixa em todas as faixas etárias.

VSR e influenza


Os casos de SRAG associados ao vírus sincicial respiratório continuam em queda na maior parte do país. A exceção é Roraima, onde foi observada uma retomada das hospitalizações provocadas pelo vírus.

Apesar da redução nacional, os casos de SRAG por VSR ainda permanecem em níveis considerados elevados na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.

Em relação à influenza, o período de maior circulação da influenza A já terminou no país. Entretanto, os casos graves provocados pela influenza B apresentam tendência de crescimento nos estados da Bahia, Mato Grosso e Ceará.

Já a Covid-19 permanece em patamar baixo de incidência em todas as unidades da Federação.