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Pais de alunos de colégio da Ufal protestam e cobram mudanças
Manifestação reúne reivindicações sobre ensino, gestão e participação
Pais e responsáveis por estudantes do Colégio de Aplicação Professora Telma Vitória (CApTV), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), realizaram uma manifestação nesta quinta-feira (20) para cobrar mudanças na condução da unidade. O ato começou às 8h, na Reitoria da universidade, durante o XIV Seminário Integrado dos Colégios de Aplicação (XIV SICEA 2026).
A mobilização ocorre após famílias relatarem problemas relacionados à redução da carga horária das aulas, possíveis casos de assédio envolvendo profissionais e questionamentos sobre a gestão do colégio. As reivindicações foram reunidas em um manifesto elaborado a partir de um dossiê produzido pelos pais e responsáveis, com documentos oficiais, reclamações encaminhadas a órgãos de controle e relatos da comunidade escolar registrados entre 2024 e 2026.
Segundo o documento, o CApTV atendia 114 crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental em fevereiro deste ano. As famílias afirmam ainda que a procura por vagas é superior ao dobro da capacidade atual da unidade.
Entre as dez reivindicações apresentadas está a manutenção da Educação Infantil em tempo integral. Os responsáveis defendem que os estudantes já matriculados tenham garantido o direito de permanecer no mesmo modelo de atendimento.
A continuidade do Ensino Fundamental também está entre as prioridades. As famílias pedem a elaboração de um planejamento de longo prazo que permita acompanhar quais são as perspectivas para a permanência dos alunos e para a continuidade da trajetória escolar dentro do colégio.
Outro ponto do manifesto é a instalação e o funcionamento efetivo do Conselho Escolar. Os responsáveis defendem a participação dos diferentes segmentos da comunidade escolar e maior representatividade e autonomia nas decisões relacionadas à unidade.
As reivindicações também envolvem a estabilidade da equipe pedagógica, a participação das famílias na gestão, a transparência administrativa e a prestação de contas. O grupo solicita ainda uma definição mais clara das responsabilidades institucionais e a elaboração de um plano que assegure a continuidade do colégio.
Os pais e responsáveis também pedem diálogo direto com a Reitoria da Ufal e questionam a realização de sábados letivos para reposição ou compensação de atividades decorrentes de problemas de planejamento. Outra reivindicação é que as reposições do Ensino Fundamental não sejam realizadas no contraturno.
Apesar das críticas, as famílias afirmam que a mobilização não pretende estabelecer um conflito com o colégio ou com a universidade. O objetivo, segundo o manifesto, é contribuir para o fortalecimento da instituição e evitar novos prejuízos aos estudantes.
“Queremos, acima de tudo, garantir que nossas crianças não continuem sendo prejudicadas por problemas de falta de planejamento e diálogo”, diz o manifesto.
*Informações de CadaMinuto
