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Filha denuncia demora e cobra atendimento para mãe com problema cardíaco em Maceió
Segundo Vitória Rodrigues, mãe passou por mais de 20 atendimentos hospitalares em sete meses; Unimed afirma que caso segue em avaliação
A sequência de atendimentos hospitalares enfrentada pela mãe levou Vitória Rodrigues a expor nas redes sociais a situação de Rosemeire Ferreira, que, segundo a filha, enfrenta problemas cardíacos há cerca de sete meses. Nesse período, a paciente teria passado por mais de 20 atendimentos em unidades de saúde de Maceió.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Vitória questionou o atendimento oferecido pelo plano de saúde e afirmou que a mãe estaria com apenas 20% da capacidade cardíaca. Segundo ela, o índice já chegou a 26%, caiu para 21%, voltou a 26% e atualmente estaria novamente em 20%.
A família aguarda, de acordo com o relato, uma definição da equipe médica sobre novos exames e sobre a possibilidade de implantação de um dispositivo cardíaco, como marcapasso ou cardiodesfibrilador implantável (CDI). Vitória afirma que o procedimento teria cobertura pelo plano de saúde.
A filha também relatou uma situação envolvendo o transporte da paciente. Segundo ela, Rosemeire precisou de uma ambulância recentemente, mas o atendimento teria demorado aproximadamente duas horas.
“Eu não vou esperar a minha mãe fechar os olhos para me calar”, afirmou Vitória, ao pedir providências aos órgãos responsáveis pela fiscalização e pela assistência à saúde.
Segundo a família, o plano de saúde representa um custo mensal superior a um salário mínimo. Vitória questiona a sequência de internações e atendimentos sem que, na avaliação dela, tenha sido encontrada uma solução definitiva para o quadro cardíaco da mãe.
A família pede que os órgãos responsáveis acompanhem o caso e que seja definida uma conduta médica para o tratamento de Rosemeire.
O que diz a Unimed
Procurada para comentar os relatos, a Unimed afirmou que a indicação para implantação de marcapasso ou CDI depende da avaliação médica e das condições clínicas de cada paciente.
Segundo a operadora, Rosemeire apresentava um quadro clínico descompensado no momento da avaliação e, nas condições atuais, não há indicação médica para a realização do procedimento. Por esse motivo, a implantação do dispositivo não teria sido solicitada.
A empresa também declarou que a paciente recebe atendimento e acompanhamento sempre que procura os serviços disponíveis na rede, conforme suas necessidades clínicas e a avaliação das equipes responsáveis.
A Unimed informou ainda que as circunstâncias relatadas pela família estão sendo apuradas e que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.
