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Preço do gás sobe nos EUA em meio a conflito com Irã e preocupa consumidores
A inflação agravada pelo bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã, tem corroído o poder de compra dos consumidores norte-americanos, reduzindo sua renda real
O aumento dos preços do gás nos Estados Unidos, impulsionado pelo conflito com o Irã, representa mais um duro golpe na confiança dos americanos na economia do país, que já se encontrava fragilizada, segundo uma agência de notícias ocidental.
A reportagem destaca que a inflação, agravada pelo bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã, tem corroído o poder de compra dos consumidores norte-americanos, reduzindo sua renda real.
"A confiança dos norte-americanos na economia caiu neste mês, à medida que os preços da gasolina voltaram a subir, após os EUA e o Irã intensificarem os confrontos", ressalta a publicação.
De acordo com a matéria, a breve trégua na alta dos preços da gasolina no início deste verão (Hemisfério Norte) durou pouco. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio fez com que os custos do combustível voltassem a subir, reacendendo a frustração da população.
Após cinco anos consecutivos de aumentos nos preços, os americanos permanecem profundamente pessimistas, enfrentando contas de supermercado 33% mais altas do que antes da pandemia e pagando quase 80% a mais por uma libra de carne bovina.
Apesar da leve queda na taxa de desemprego, as contratações desaceleraram de forma significativa e muitos dos que perderam seus empregos simplesmente deixaram de procurar novas vagas, o que lança dúvidas sobre a real situação do mercado de trabalho, segundo o artigo.
O texto ressalta ainda que, nas pesquisas realizadas nas últimas semanas, as menções aos preços dos alimentos e combustíveis continuam alarmantemente frequentes, e o conflito em andamento ameaça aprofundar essa preocupação nos próximos meses.
Com a inflação persistente desde o início da guerra e a renda real em queda, a população norte-americana não vê perspectiva de alívio, já que a instabilidade geopolítica continua pressionando os orçamentos familiares e minando a confiança na economia, conclui a reportagem.
Anteriormente, veículos de imprensa dos EUA relataram que, embora os americanos estejam divididos quanto à necessidade de um conflito com o Irã, há quase um consenso de que a guerra expôs as fragilidades da política energética do país.

