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Oficina resgata memórias dos bairros afetados pela mineração em Maceió
Atividade utiliza cartografia afetiva para reconstruir, por meio de relatos e lembranças, a história das comunidades atingidas pelo afundamento do solo
O Instituto Quintal Cultural realiza, nesta terça-feira (28), a oficina Cartografia Afetiva – Mundaú Lagoa Aberta Itinerante: Histórias das vidas e memórias dos bairros atingidos, atividade que integra o projeto Calendário Cultural – Maceió Não Esquece: Cultura e Memória dos Territórios Atingidos. O encontro acontece a partir das 18h30, na sede do instituto, no bairro do Bom Parto.
Aberta ao público, a oficina será conduzida por Isadora Padilha, do Instituto Ideal, e Thayse Melo, do Instituto Quintal Cultural. A proposta é reunir moradores, ex-moradores e demais participantes para reconstruir, por meio de relatos, lembranças e experiências, a história dos bairros afetados pelo afundamento do solo provocado pela mineração em Maceió.
A metodologia da cartografia afetiva busca registrar aspectos que vão além da geografia, valorizando vínculos, encontros, tradições, paisagens e memórias construídas pelas comunidades ao longo dos anos. A iniciativa faz parte das ações de reparação dos danos morais coletivos e pretende fortalecer o sentimento de pertencimento entre os participantes.
Ao longo de 2026, o projeto Calendário Cultural – Maceió Não Esquece promove atividades voltadas à preservação da memória coletiva, como exposições, rodas de conversa, cortejos, produções audiovisuais e manifestações da cultura popular. A oficina amplia esse trabalho ao colocar os próprios moradores como protagonistas da reconstrução simbólica de seus territórios.
Segundo o representante do Instituto Quintal Cultural, Rogério Dyaz, a cartografia afetiva reconhece que um território também é formado pelas histórias, relações e experiências de quem viveu nesses espaços. Para ele, o compartilhamento dessas memórias contribui para reconstruir simbolicamente os locais transformados, fortalecer o sentimento de pertencimento e colaborar com os processos de reparação coletiva.
A atividade integra o Programa Nosso Chão, Nossa História, iniciativa do Comitê Gestor dos Danos Extrapatrimoniais (CGDE) e do UNOPS/ONU, executada pelo Instituto Quintal Cultural, com foco na reparação dos danos morais coletivos causados pelo afundamento do solo em Maceió.
*Com informações da Assessoria
