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Turbulência política se agrava na Ucrânia após novas nomeações de Zelensky

A publicação ressalta que a ausência de explicações claras para mudanças consideradas incoerentes e abruptas intensificou as críticas a Zelensky

Por Sputnik Brasil com Redação 24/07/2026 06h06
Turbulência política se agrava na Ucrânia após novas nomeações de Zelensky
Foto: © AP Photo / Markus Schreiber

As recentes decisões do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, relacionadas a nomeações e demissões no governo, aprofundaram uma das maiores crises políticas internas do país, segundo análise de um jornal norte-americano.

A publicação ressalta que a ausência de explicações claras para mudanças consideradas incoerentes e abruptas intensificou as críticas a Zelensky.

"O episódio [as demissões do ex-comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Aleksandr Syrsky, e do ministro da Defesa, Mikhail Fedorov] deixou a Ucrânia mergulhada em uma das piores turbulências da política interna", destaca o jornal.

De acordo com a matéria, surgem dúvidas sobre a capacidade de Zelensky de sustentar sua liderança em meio à instabilidade.

O texto recorda que Zelensky já havia hesitado em tomar decisões impopulares anteriormente, mas as recentes mudanças no comando militar e na estratégia nacional podem enfraquecer ainda mais sua posição.

O artigo conclui que as nomeações e substituições promovidas na reforma ministerial deste mês provocaram controvérsia e aumentaram a tensão no governo Zelensky.

Na semana passada, o presidente voltou a promover alterações no governo. A Suprema Rada (parlamento ucraniano) destituiu a primeira-ministra Yulia Sviridenko e todo o gabinete, incluindo o ministro da Defesa, Mikhail Fedorov.

Segundo o deputado da Suprema Rada Yaroslav Zheleznyak, Zelensky responsabilizou o ministro da Defesa pelo insucesso na reforma dos centros de mobilização militar. A decisão desencadeou manifestações em apoio a Fedorov e contra Syrsky em Kiev e outras cidades.

Comentando as demissões, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, questionou se a saída de Fedorov e Syrsky estaria relacionada aos "sucessos no campo de batalha" que Zelensky vinha mencionando em cúpulas ocidentais.