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Pedidos de autoexclusão em plataformas de bets disparam durante a Copa do Mundo

Lançada pelo governo federal em dezembro do ano passado, a ferramenta de autoexclusão permite que o cidadão cadastre seu CPF para bloquear o uso simultaneamente em todos os sites legalizados de apostas

Por Agência Brasil com Redação 23/07/2026 16h04
Pedidos de autoexclusão em plataformas de bets disparam durante a Copa do Mundo

Apesar da intensa presença de publicidade das casas de apostas online durante as transmissões da Copa do Mundo, o Brasil registrou um crescimento expressivo no número de pessoas que solicitaram a autoexclusão de plataformas de bets.

Lançada pelo governo federal em dezembro do ano passado, a ferramenta de autoexclusão permite que o cidadão cadastre seu CPF para bloquear o uso simultaneamente em todos os sites legalizados de apostas.

De acordo com dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, nas duas primeiras semanas do torneio, o número médio de pedidos diários para bloqueio do CPF em plataformas de apostas aumentou quase sete vezes.

Entre 15 e 28 de junho, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão registrou 17.866 pedidos por dia, em comparação com 2.594 solicitações médias diárias na primeira quinzena de maio.

Após o processamento, os pedidos impedem que as pessoas utilizem seus próprios CPFs para apostar em sites legalizados no país. Desde o lançamento da plataforma, mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no serviço.

O levantamento também revelou mudanças nos principais motivos alegados pelos usuários. Em maio, 43% dos pedidos eram motivados pela perda de controle sobre o jogo. Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados em plataformas de apostas passou a ser o principal motivo, apontado por 29,5% dos solicitantes, enquanto a perda de controle ficou em segundo lugar, com 24,13%.

Para aderir à autoexclusão, o usuário informa seus dados pessoais e pode optar pelo bloqueio do acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que varia de um a 12 meses.

Além da plataforma, outra iniciativa de apoio é o teleatendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), voltado ao tratamento da compulsão por apostas.

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