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OMS confirma mais de mil mortes por ebola na África
Apesar de redução no ritmo de novos casos desde maio, o surto de ebola ainda não foi controlado
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (22) que o número de mortes causadas pelo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda ultrapassou 1.000 vítimas. Até 21 de julho, foram registradas 999 mortes na RDC e duas em Uganda, enquanto o total de casos confirmados chegou a 2.494.
Este é o 17º surto da doença no país, oficialmente declarado em 15 de maio, após mortes em Ituri, província no nordeste da RDC. Casos também foram identificados em outras quatro províncias. Em Uganda, a maioria dos casos envolveu cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira. O governo ugandês afirma estar há três semanas sem registrar novos casos.
Embora o surto ainda esteja em expansão, a OMS destaca que algumas regiões já apresentam sinais de estabilização. Desde maio, a organização mantém a classificação do surto como emergência de saúde pública de importância internacional e considera elevado o risco de disseminação da doença na região.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou na semana passada que o surto "se espalhou mais rapidamente do que qualquer surto anterior" de ebola. Thierno Balde, coordenador da OMS para a gestão da cepa Bundibugyo na RDC, afirmou que "o surto continua à nossa frente e ainda estamos na fase de recuperação".

