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Médicos alertam para riscos da toxoplasmose durante a gestação
Doença pode ser transmitida por alimentos contaminados e representar riscos ao desenvolvimento fetal
A influenciadora Isa Scherer contou aos seguidores que foi diagnosticada com toxoplasmose quando estava com 10 semanas de gestação. A infecção foi identificada durante exames de rotina do pré-natal, permitindo o início imediato do tratamento para reduzir os riscos de transmissão ao bebê.
Em publicação nas redes sociais, Isa relatou que acredita ter sido exposta ao protozoário de forma indireta. Segundo a influenciadora, os filhos costumam brincar em parquinhos com areia que pode ter sido frequentada por animais de rua.
A toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e pode ser contraída por meio do consumo de carne crua ou malpassada, frutas e verduras contaminadas, água infectada ou contato com solo que contenha fezes de gatos infectados.
Embora muitas vezes passe despercebida em adultos, a infecção durante a gravidez exige atenção especial devido ao risco de transmissão para o feto.
Segundo especialistas citados na reportagem, a doença pode provocar complicações como calcificações intracranianas, hidrocefalia, problemas oftalmológicos, alterações hepáticas e inflamações em tecidos em desenvolvimento. Em situações mais graves, também há risco de aborto espontâneo e morte fetal.
“O sintomas principais são calcificações intracranianas, hidrocefalia (que causa convulsões), problemas oftalmológicos como a uveite, e também pode ter problemas hepáticos, com hepatoisplenomegalia”, alerta o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Academia Americana de Pediatria.
Os médicos destacam ainda que muitos bebês infectados podem nascer sem sintomas aparentes.
“Cerca de 80% a 90% dos recém-nascidos infectados são assintomáticos ao nascimento, o que reforça a importância da triagem neonatal e do rastreio pré-natal. Nos casos sintomáticos, o quadro varia de formas leves/moderadas até a forma grave (conhecida como síndrome de Sabin)”, explica Lilian Sadeck, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Após o diagnóstico, Isa iniciou o tratamento recomendado para impedir que o parasita atravesse a placenta. Exames posteriores indicaram que o bebê não foi contaminado.
Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce e o acompanhamento pré-natal são fundamentais para reduzir os riscos de sequelas e garantir melhores resultados para mãe e filho.
