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Alta de 57,6% no combustível pressiona preço das passagens aéreas

Reajustes do combustível das aeronaves elevam custos das empresas e podem afetar rotas e tarifas em todo o país

Por Redação 20/07/2026 18h06
Alta de 57,6% no combustível pressiona preço das passagens aéreas
Combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas - Foto: Reprodução

O aumento do preço do querosene de aviação (QAV) tem ampliado os custos das companhias aéreas brasileiras e contribuído para a elevação das tarifas cobradas dos passageiros. Nos últimos 12 meses, o combustível acumulou alta de 57,6%, impulsionado pela valorização do petróleo e pelas instabilidades no cenário internacional.

Viajar de avião tem ficado mais caro para os brasileiros, e um dos principais motivos está no aumento expressivo do querosene de aviação, combustível utilizado pelas aeronaves comerciais.

Dados divulgados nesta segunda-feira (20) mostram que o QAV acumula uma alta de 57,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O reajuste afeta diretamente o setor aéreo, já que o combustível figura entre os maiores custos operacionais das companhias.

Dependendo da estrutura da empresa e da rota operada, o gasto com abastecimento pode representar mais de 30% das despesas totais, chegando a cerca de 45% em determinados casos. Com margens mais apertadas, as empresas acabam repassando parte desses custos ao consumidor final.

Os reflexos já aparecem nos indicadores do setor. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as passagens aéreas registraram nova alta em junho, mantendo a tendência de aumento observada ao longo de 2026.

A escalada dos preços acompanha o movimento do mercado internacional de petróleo. Como o valor do QAV no Brasil segue critérios de paridade internacional, oscilações globais impactam rapidamente os custos internos.

Entre os fatores que contribuíram para a valorização da commodity estão conflitos geopolíticos e tensões em regiões produtoras de petróleo, especialmente no Oriente Médio, cenário que tem aumentado a volatilidade do mercado energético mundial.

Além do encarecimento das passagens, especialistas apontam que o aumento contínuo dos custos pode gerar efeitos sobre a malha aérea. Rotas consideradas menos lucrativas podem sofrer redução de frequência ou até ser suspensas, principalmente em cidades menores e regiões mais distantes dos grandes centros.

O cenário mantém o setor em alerta, enquanto empresas acompanham os próximos movimentos do mercado internacional para avaliar os impactos sobre as operações e os preços praticados aos passageiros.