Geral

Número de eleitores quilombolas cresce 138% em Alagoas

Projeto do TRE/AL leva serviços eleitorais a comunidades tradicionais e incentiva a autodeclaração voluntária

Por Redação 20/07/2026 15h03
Número de eleitores quilombolas cresce 138% em Alagoas
Mutirões realizados em comunidades quilombolas ampliaram o acesso aos serviços da Justiça Eleitoral - Foto: Reprodução

O número de eleitoras e eleitores que se autodeclaram quilombolas em Alagoas mais que dobrou em dois anos. Dados do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) mostram que o estado passou de 1.716 registros em 2024 para 4.089 nas Eleições 2026, um crescimento de 138%.

O avanço é atribuído, entre outros fatores, às ações de inclusão promovidas pela Justiça Eleitoral junto às comunidades tradicionais. Desde 2024, o TRE/AL desenvolve o projeto “Raízes da Cidadania: Orgulho Quilombola”, iniciativa criada para ampliar o acesso da população quilombola aos serviços eleitorais e fortalecer o reconhecimento da identidade dessas comunidades.

Por meio do projeto, equipes da Justiça Eleitoral realizam atendimentos diretamente nos territórios quilombolas, oferecendo serviços como emissão do primeiro título de eleitor, transferência de domicílio eleitoral, revisão cadastral, coleta biométrica e orientações sobre direitos políticos.

Além dos serviços eleitorais, a iniciativa também estimula o registro voluntário da autodeclaração quilombola, permitindo que o cadastro eleitoral reflita de forma mais precisa a diversidade da população alagoana.

Desde o lançamento do programa, mutirões já foram realizados em diferentes municípios do estado, incluindo comunidades localizadas em Igreja Nova, Pariconha e Poço das Trincheiras. Nesta última cidade, os atendimentos contemplaram moradores dos quilombos Jacú, Mendes e Mocó.

Segundo o TRE/AL, as ações têm contribuído para aproximar a Justiça Eleitoral de grupos historicamente afastados de diversos serviços públicos, promovendo inclusão social, igualdade racial e fortalecimento da participação cidadã.

A autodeclaração quilombola é facultativa e pode ser informada pelo próprio eleitor durante os procedimentos de atualização cadastral. Os dados ajudam a Justiça Eleitoral a compreender melhor o perfil do eleitorado e a desenvolver políticas e iniciativas voltadas à ampliação da acessibilidade e da inclusão no processo democrático.