Geral
Tenente da Rota, irmão de Eloá Pimentel, segue internado em estado grave
Ronickson Pimentel passou por traqueostomia sem intercorrências e apresenta resposta positiva ao tratamento de um edema cerebral, mas o quadro geral ainda é considerado grave
Ronickson Pimentel dos Santos, primeiro-tenente da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, continua internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele é alagoano e irmão de Eloá Pimentel, adolescente que ficou marcada na memória do país depois do caso de cárcere privado que resultou na morte dela, em 2008.
O oficial foi baleado na cabeça no fim de junho e, segundo a última atualização da Polícia Militar de São Paulo, passou recentemente por uma traqueostomia. De acordo com o boletim médico da corporação, o procedimento correu sem nenhuma intercorrência.
O quadro clínico geral segue grave, mas há sinais de evolução positiva. Ronickson apresenta estabilidade hemodinâmica, parâmetros neurológicos considerados favoráveis e vem respondendo bem ao tratamento de um edema cerebral que sofreu.
Como foi o ataque
O crime aconteceu na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Câmeras de segurança da região registraram o momento exato do ataque: Ronickson estava à paisana, na própria motocicleta, voltando de uma academia, quando parou num semáforo e foi abordado por dois homens numa outra moto. Foi nesse momento que ele acabou atingido pelos disparos.
Assim que o caso aconteceu, a Polícia Civil de São Paulo e o setor de inteligência da PM começaram buscas imediatas por toda a região metropolitana paulista. Até agora, já há suspeitos detidos por participação no crime, mas as investigações continuam pra tentar localizar todos os envolvidos.
A história da família Pimentel
A família tem raízes em Alagoas, estado de onde migrou ainda antes do caso que tirou a vida de Eloá, em 2008, também em Santo André. Ronickson entrou pra Polícia Militar de São Paulo em 2009 e, desde 2019, integra o batalhão de choque da Rota.

