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Justiça solta dois suspeitos da morte de jovem lançada sem corda em salto de rope jump

João Antonio e Gabriel deixam a prisão, mas outros quatro seguem detidos e já foram denunciados pelo MP por homicídio com dolo eventual

Por Redação com agências 09/07/2026 11h11
Justiça solta dois suspeitos da morte de jovem lançada sem corda em salto de rope jump
Justiça solta suspeitos por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump - Foto: Reprodução

A Justiça decidiu soltar, nesta quarta (8), dois dos suspeitos presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, a jovem que morreu depois de ser lançada sem corda de segurança durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que estavam presos desde 20 de junho, ganharam a liberdade.

A situação é diferente pra outras quatro pessoas envolvidas no caso, que seguem presas. Todas já foram denunciadas formalmente pelo Ministério Público de São Paulo: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dossantos Gonçalves.

Luís Felipe, Maicon e Vitor respondem por homicídio com dolo eventual, aquele tipo de crime em que a pessoa não queria diretamente a morte, mas agiu assumindo o risco de que ela acontecesse. A denúncia também aponta qualificadoras, como motivo torpe e o uso de um recurso que impediu a vítima de se defender.

Segundo o MP, os três sabiam perfeitamente do risco envolvido na atividade, mas não tomaram os cuidados necessários pra garantir a segurança de Maria Eduarda. As investigações apontam que foi justamente esse trio que participou diretamente do momento do arremesso da jovem, e por isso foram presos em flagrante, prisão que depois foi convertida em preventiva.

Já Evelyne responde por um crime a mais, além do homicídio. Ela também foi indiciada por fraude processual, porque, segundo as investigações, tentou retirar a câmera que estava presa ao corpo da vítima, numa tentativa de atrapalhar a apuração do caso. De acordo com o MP, era ela quem cuidava da logística da empresa, da captação de clientes e da divulgação comercial, e por ocupar essa função, tinha o dever de garantir que os instrutores seguissem os padrões mínimos de segurança durante as atividades.

Ao todo, a polícia investigou oito pessoas nesse caso. Além de João e Gabriel, que acabaram de ser soltos, o Ministério Público já tinha arquivado, pelo menos por enquanto, a investigação contra outros dois homens.

A CNN Brasil, fonte original dessa apuração, segue tentando localizar a defesa de todos os citados no processo.

Relembrando o caso

Maria Eduarda Rodrigues de Farias tinha procurado a empresa justamente pra fazer um salto de rope jump. Só que, na hora do salto, ela não estava presa ao sistema de corda de segurança, e acabou morrendo depois de ser lançada da ponte.

O momento chegou a ser filmado por testemunhas. Nas imagens, dá pra ouvir pessoas gritando ao perceberem, em tempo real, que ela não estava presa a nada.