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MST mantém acampamento em Maceió contra o despejo de 5 mil famílias
Movimento cobra negociação com governos estadual e federal para evitar retirada de cerca de 5 mil famílias das terras do antigo Grupo João Lyra.
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) permanecem acampados, nesta quarta-feira (8), em frente ao Palácio República dos Palmares e à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Centro de Maceió. A mobilização busca impedir o despejo de cerca de cinco mil famílias que vivem em áreas das antigas usinas Laginha e Guaxuma.
O protesto teve início na segunda-feira (6) e reúne trabalhadores rurais que aguardam avanços nas negociações com os governos estadual e federal para garantir a permanência das comunidades nas terras ocupadas.
Entre as principais reivindicações do movimento estão reuniões com o governador Paulo Dantas (MDB), o presidente nacional do Incra, César Aldrighi, e a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli.
As famílias ocupam as áreas desde 2014, após a falência do Grupo João Lyra, decretada em 2012. Segundo o MST, milhares de pessoas dependem da produção agrícola desenvolvida nas localidades e poderão ser afetadas caso as decisões de despejo sejam cumpridas.
A mobilização foi intensificada após a Justiça de Alagoas determinar o encerramento do processo de falência da massa falida do grupo, reacendendo o debate sobre o destino das terras. De acordo com os trabalhadores, ainda não há um acordo definitivo que assegure a permanência das famílias nas áreas ocupadas.

