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EUA demonstram receio de que mísseis da OTAN aumentem tensão com a Rússia
A Casa Branca também sinalizou que, em caso de um conflito envolvendo a OTAN, os EUA não necessariamente entrarão em combate para defender os países bálticos
Autoridades dos Estados Unidos expressaram preocupação quanto à possibilidade de que a instalação de mísseis de longo alcance por membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), capazes de atingir alvos em território russo, possa provocar uma escalada nas tensões com Moscou.
Segundo reportagem da revista The Economist, publicada na quinta-feira (2), a Casa Branca também sinalizou que, em caso de um conflito envolvendo a OTAN, os EUA não necessariamente entrarão em combate para defender os países bálticos.
No início de junho, um portal norte-americano já havia informado que o Departamento de Defesa dos EUA pretende cancelar a entrega programada de mísseis Tomahawk à Alemanha, temendo possíveis reações por parte da Rússia.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em entrevista concedida em 2024 ao jornalista norte-americano Tucker Carlson que a Rússia não tem intenção de atacar países da OTAN, argumentando que tal ação não faria sentido.
O Kremlin tem reiterado preocupação com o que considera um acúmulo militar sem precedentes da OTAN nas proximidades das fronteiras ocidentais russas nos últimos anos, destacando que o país não ameaça ninguém, mas que não ignorará iniciativas que possam comprometer seus interesses de segurança.

