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Alagoas registra cinco suicídios entre agentes de segurança em 2025
Levantamento do Conselho Estadual de Segurança Pública aponta nove mortes entre profissionais das forças de segurança em 2025 e indica deficiência na rede de assistência psicológica disponível aos servidores.
Dados divulgados pelo Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) revelam que cinco agentes de segurança pública morreram por suicídio em Alagoas ao longo de 2025. O levantamento também registrou quatro mortes violentas relacionadas ao exercício da atividade profissional, reforçando o debate sobre saúde mental e condições de trabalho nas corporações.
As informações constam no Acórdão nº 41/2026, publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (23). O documento foi elaborado com base em dados do Núcleo de Estatística Aplicada da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e reúne indicadores relacionados à saúde mental e à vitimização de profissionais das forças de segurança.
Entre os casos de suicídio registrados no período, dois envolveram integrantes da Polícia Militar de Alagoas, dois ocorreram no Corpo de Bombeiros Militar e um foi registrado na Polícia Penal.
Já as mortes violentas em serviço totalizaram quatro ocorrências. Segundo o relatório, três vítimas pertenciam à Polícia Militar e uma à Polícia Penal.
De acordo com o conselho, o monitoramento dos dados tem como objetivo subsidiar políticas públicas voltadas à proteção dos servidores e ao fortalecimento da assistência oferecida pelas instituições de segurança.
O documento também aponta que o número de profissionais especializados no atendimento à saúde mental ainda é insuficiente para atender à demanda existente nas corporações. A constatação reforça uma preocupação recorrente entre especialistas da área, que defendem o fortalecimento de ações preventivas e de acompanhamento psicológico contínuo.
Como resposta ao cenário identificado, o planejamento estratégico da gestão estadual prevê a ampliação da rede de atendimento psicológico até 2028. Entre as metas estabelecidas estão a redução dos índices de vitimização e suicídio, além da implementação de programas voltados ao gerenciamento de riscos ocupacionais e ao suporte psicossocial dos agentes.
A expectativa é que as medidas contribuam para melhorar a qualidade de vida dos profissionais que atuam na segurança pública e enfrentam diariamente situações de elevado estresse e exposição à violência.


