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Queda do analfabetismo em Alagoas chega a quase 30%

Com menor taxa da série histórica (13,1%), Estado supera médias nacionais na alfabetização de base e resgata mais de 36 mil alunos através de programas de correção de fluxo e apoio social

Por Agência Alagoas 20/06/2026 13h01
Queda do analfabetismo em Alagoas chega a quase 30%
Dados são relativos à pesquisa do PNAD e mostram avanços na taxa de alfabetização e resgate de escolarização de adultos - Foto: Ascom Seduc

Os mais recentes dados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), marcam um avanço histórico para Alagoas: o estado alcançou a menor taxa de analfabetismo de sua série histórica, registrando 13,1% entre a população de 15 anos ou mais.

Essa redução representa quase 30% a menos em relação aos 18,3% registrados em 2016, início da série histórica. O ritmo acelerado de queda consolida o avanço das políticas públicas locais, especialmente as estratégias de busca ativa, que vêm diminuindo a distância entre Alagoas e as médias nacionais.

Apesar do índice ainda manter Alagoas em posição desafiadora no ranking nacional — reflexo de uma herança social concentrada nas gerações mais antigas, historicamente excluídas do acesso à escola —, os dados comprovam que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) conseguiu frear a raiz do problema. O estado está promovendo uma transformação geracional ao garantir a alfabetização de crianças na idade certa e resgatar adultos que não tiveram acesso à escolaridade.

Os dados da PNAD Contínua mostram que o avanço mais expressivo ocorre justamente na base da pirâmide educacional, superando inclusive médias nacionais em indicadores-chave. A taxa de escolarização em Alagoas chegou a 95,8%, acima da média nacional de 94,9%.

O acesso à escola foi praticamente universalizado, atingindo 99,4%. Entre crianças de 6 a 14 anos, 96,8% frequentam o Ensino Fundamental na etapa adequada à idade, superando a média nacional (96,1%). O percentual de crianças matriculadas na etapa correta é de 94,7%, também superior ao índice do país (93,4%).

Outro destaque é o aumento do tempo médio de estudo da população alagoana, que saltou de 7,6 anos em 2016 para 9,1 anos — um ganho real de um ano e meio de escolaridade por cidadão.

Para consolidar essa base, o programa Creche Cria já entregou 86 unidades em todo o estado durante a gestão do governador Paulo Dantas. As creches atendem crianças de 6 meses a 5 anos, com infraestrutura moderna, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

Programas resgatam mais de 36 mil alagoanos

Além dos investimentos na infância, a Seduc tem fortalecido as ações voltadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA) para combater o analfabetismo remanescente.

Dirlene Monte, gerente especial de Fortalecimento da EJA na Seduc, destaca que o desafio do analfabetismo reflete décadas de exclusão, mas os resultados recentes do IBGE comprovam a eficácia das políticas de inclusão. Ela ressalta que a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 17,7% para 13,1% em um curto período.

"Não estamos focados apenas em rankings, mas na velocidade da mudança: recuar de 17,7% para 13,1% em pouco tempo mostra que Alagoas encontrou o caminho para superar esse desafio histórico. Os investimentos em alfabetização e ampliação de oportunidades educacionais já apresentam impactos positivos, apesar dos desafios herdados da exclusão educacional", afirma Dirlene.

Atualmente, a Seduc mantém duas frentes principais para alfabetização e aceleração da escolaridade do público adulto. O programa Brasil Alfabetizado (PBA) conta com mais de 1.140 turmas, alcançando cerca de 16 mil pessoas em processo de alfabetização em todas as regiões do estado.

Além disso, o programa Vem que Dá Tempo, voltado ao retorno de jovens e adultos aos estudos, dispõe de 174 polos distribuídos por Alagoas para elevar a escolaridade.

Essas iniciativas resultaram em uma expansão recorde de matrículas na rede estadual. Em 2025, a EJA atingiu mais de 20 mil estudantes matriculados em 165 escolas estaduais.

"A superação do analfabetismo exige investimentos contínuos e estratégias específicas para atender quem não teve acesso à escolarização na idade adequada", reforça Dirlene Monte.

"Mais do que ampliar o acesso, promovemos avanços na qualidade, com um currículo específico, construído a partir das trajetórias e necessidades dos estudantes. Essa proposta valoriza os saberes adquiridos ao longo da vida, aproxima os conteúdos das experiências profissionais e torna o processo educativo mais significativo, garantindo o sucesso escolar", conclui a gerente.