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Julgamento sobre bônus da Uncisal é remarcado e mantém futuro de alunos indefinido
Decisão sobre lei que concede bônus no Enem a candidatos alagoanos foi adiada e pode afetar mais de 150 matrículas
O futuro de mais de 150 estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) seguirá indefinido por mais algumas semanas. O julgamento que analisaria a validade da lei estadual que concedeu bonificação na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para candidatos alagoanos foi adiado e agora está previsto para ocorrer em 9 de julho.
A sessão estava marcada para esta quinta-feira (18), mas foi interrompida após um pedido de vista apresentado pelo desembargador Fernando Tourinho, adiando a conclusão do processo que poderá impactar diretamente as matrículas realizadas por meio do benefício.
A ação popular em tramitação questiona a constitucionalidade da Lei Estadual nº 9.365/2024, responsável por instituir a bonificação regional. A norma previa um acréscimo de 10% na média das notas do Enem para candidatos naturais de Alagoas ou que tenham concluído integralmente o ensino médio em instituições localizadas no estado.
Atualmente, esse benefício permanece suspenso por decisão liminar.
Com a possibilidade de anulação das matrículas dos estudantes beneficiados pelo critério, a Uncisal e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) recorreram da decisão anterior por meio de um agravo interno, buscando evitar a aplicação imediata dos efeitos da liminar até o julgamento definitivo.
A Defensoria Pública do Estado de Alagoas também ingressou no processo, defendendo a manutenção dos estudantes na universidade e argumentando que uma eventual mudança nas regras de ingresso não deve resultar no desligamento de alunos que já iniciaram suas atividades acadêmicas.
Em nota, a Uncisal afirmou que o processo seletivo foi conduzido conforme a legislação estadual em vigor à época do edital e informou que aguardará a decisão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas. Caso a Justiça confirme a inconstitucionalidade da bonificação, a universidade deverá promover uma nova classificação geral dos candidatos, o que poderá resultar na exclusão definitiva dos estudantes contemplados pelo benefício e na redistribuição das vagas para o processo seletivo de 2026.


