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Autoridades do Brasil desconhecem acusações contra brasileiro preso pelo ICE
Os Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e de São Paulo, além das polícias civis dos dois estados, não reconhecem Felipe como investigado por envolvimento ou liderança em tais facções
A Justiça brasileira afirma desconhecer qualquer acusação contra Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla relacionada à chefia do Comando Vermelho (CV) ou do Primeiro Comando da Capital (PCC), apesar de o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) tê-lo apresentado como ex-líder dessas organizações criminosas ao anunciar sua prisão na última segunda-feira (15).
Segundo informações do portal g1, fontes da Polícia Federal, dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro e de São Paulo, além das polícias civis dos dois estados, não reconhecem Felipe como investigado por envolvimento ou liderança em tais facções.
De acordo com a reportagem, o brasileiro já foi alvo de investigações por tráfico, estelionato, ameaça, lesão corporal e extorsão — este último crime resultou em condenação e inserção de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol, a pedido da Justiça brasileira.
O ICE informou que Felipe tentava fugir para o México quando foi abordado durante uma fiscalização de trânsito em Mooresville, nos Estados Unidos. Ao ser localizado, ele teria tentado escapar, provocando um acidente de trânsito antes de ser detido. No veículo também estava uma mulher, identificada pelos policiais norte-americanos como vítima de cárcere privado.
Em 28 de maio, o governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, alegando que os grupos afetam a segurança pública do país. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado Marco Rubio. No entanto, a prisão de Felipe realizada pelo ICE não está relacionada a essa decisão recente do governo norte-americano.


