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Superlotação em presídios de Alagoas chega a 1.718 presos acima da capacidade
Dados são do Geopresídios, do Conselho Nacional de Justiça
O sistema prisional de Alagoas enfrenta superlotação crescente, segundo dados do Geopresídios do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A capacidade atual é de 4.499 vagas, mas a população carcerária chegou a 6.217 detentos, o que representa um excedente de 1.718 pessoas.
Do total, 53,3% dos presos cumprem prisão preventiva, aguardando julgamento, enquanto 46,6% estão em regime fechado. A maioria é formada por homens (96,4%), com 6.176 detentos, e apenas 3,6% são mulheres, somando 230 presas.
No Brasil, a taxa de ocupação dos presídios também aumentou nos últimos seis meses, passando de 150,3% para 161,7%. O déficit nacional é de 298.875 vagas, com 782.891 pessoas privadas de liberdade para 484.016 vagas disponíveis.
A situação reacende o debate sobre a PEC 32/2015, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e será analisada por uma comissão especial. Especialistas alertam que a medida pode agravar ainda mais a superlotação, sem reduzir os índices de violência.


