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Centro de Triagem devolve 164 animais silvestres à Mata Atlântica em Alagoas

Aves e um bicho-preguiça passaram por reabilitação antes de serem reintegrados ao habitat natural

Por Ascom IMA/AL 11/06/2026 12h12
Centro de Triagem devolve 164 animais silvestres à Mata Atlântica em Alagoas
Entre os animais devolvidos à natureza estavam diversas espécies de aves e um bicho-preguiça - Foto: Iara Melo / Ascom IMA/AL

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) realizou, na manhã desta quarta-feira (10), a soltura de 164 animais silvestres em uma área de Mata Atlântica, em Alagoas. Entre os animais devolvidos à natureza estavam diversas espécies de aves e um bicho-preguiça, todos submetidos a avaliação e cuidados especializados antes de retornarem ao habitat natural.

A unidade, gerida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), desempenha papel fundamental na reabilitação de fauna silvestre vítima do tráfico, da criação ilegal e de outras situações de risco.

Entre as espécies soltas estavam passeriformes frequentemente alvo de apreensões por criação irregular, como papa-capim, sanhaço-cinzento, sanhaço-do-coqueiro, sibite, guriatã e canários. Também foi reintegrado à natureza um bicho-preguiça resgatado pela equipe.

De acordo com a médica veterinária e bióloga do Cetas, Ana Cecília, os passeriformes permaneceram cerca de um mês sob os cuidados da equipe, passando por um processo de reabilitação. O bicho-preguiça ficou dois dias na unidade antes de ser considerado apto para a soltura.

Critérios técnicos para soltura

A escolha do local de soltura segue critérios técnicos que aumentam as chances de sobrevivência dos animais após o retorno à natureza. Entre os fatores avaliados estão a disponibilidade de alimento, água, abrigo e as características do habitat.

“Tem que existir um certo monitoramento nesses ambientes. Além de abrigo, é importante que se tenha também recursos hídricos e alimentares disponíveis para que esses animais possam ter uma qualidade de vida após a soltura”, explica Ana Cecília.

Segundo a veterinária, as espécies foram destinadas a áreas compatíveis com seus hábitos naturais. “Fizemos a soltura em áreas diferentes para determinados tipos de animais. Aqueles que vivem em áreas mais internas da mata foram soltos em um local, enquanto outros, que possuem hábitos de áreas abertas, foram destinados a ambientes mais característicos desse habitat, aumentando suas chances de sobrevivência”, detalha.

Combate ao crime ambiental

Muitos dos animais atendidos pelo Cetas são vítimas do tráfico de fauna e da criação ilegal em cativeiro, práticas consideradas crimes ambientais pela legislação brasileira. As multas são aplicadas por animal e variam conforme a infração e o grau de ameaça da espécie, podendo chegar a R$ 5 mil por indivíduo, no caso de espécies ameaçadas de extinção.

Casos de comércio ilegal, cativeiro irregular ou animais em situação de risco podem ser denunciados aos órgãos ambientais e autoridades competentes. Ao identificar essas situações, a orientação é acionar o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp (82) 98833-5879, para garantir a denúncia ou o resgate adequado e seguro do animal.