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Moradores denunciam falta de água em áreas afetadas pela Braskem, em Maceió
Representantes das comunidades do Bom Parto e Farol relataram dificuldades ao MPF
Representantes das comunidades do Bom Parto e do Farol, em Maceió, denunciaram ao Ministério Público Federal (MPF) problemas no abastecimento de água em áreas afetadas pela tragédia-crime da Braskem.
A reunião ocorreu na última terça-feira (3) e foi conduzida pelas procuradoras da República Júlia Cadete e Roberta Bonfim, com a participação de representantes das comunidades.
Segundo os moradores, diversas residências enfrentam interrupções frequentes no fornecimento de água, e algumas famílias estariam há semanas sem abastecimento regular. Eles alegam que o problema teria começado após mudanças na rede de distribuição realizadas na região nos últimos anos, em decorrência do processo de afundamento do solo.
Os moradores também relataram dificuldades em áreas como a Ladeira José Cardoso da Silva e o bairro do Bom Parto, onde o abastecimento ocorreria de forma intermitente. Entre os impactos apontados estão a necessidade de armazenar água durante a madrugada, a compra frequente de água mineral e restrições em atividades domésticas básicas.
O MPF recebeu a resposta da BRK, concessionária responsável pelo serviço, mas destacou a necessidade de aprofundar a apuração dos fatos diante do cenário apresentado.
Diante das denúncias, o órgão decidiu enviar equipes ao local para realizar uma vistoria técnica, com o objetivo de verificar as condições reais de abastecimento nas residências indicadas pelos moradores.
Ao Jornal de Alagoas, a BRK informou, por meio de nota, que não recebeu notificação do MPF referente às demandas do bairro do Farol, apenas às do Bom Parto. A empresa afirmou que responderá formalmente ao MPF dentro do prazo estabelecido, que não foi informado.
A concessionária também destacou que mantém o monitoramento contínuo do sistema de distribuição de água no Bom Parto para garantir o atendimento à população.


