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Alagoano cruza a América do Sul e chega ao Chile a bordo de uma CG 160

Caio Leite e grupo de amigos enfrentam mais de 5 mil km de estradas, variação climática e cansaço extremo para provar que a determinação vale mais do que as cilindradas.

Por Redação 09/06/2026 12h12
Alagoano cruza a América do Sul e chega ao Chile a bordo de uma CG 160
Caio Leite - Foto: Reprodução

Esqueça as potentes big trails de mil cilindradas, as roupas de cordura com tecnologia de ponta e o conforto dos motores projetados para cruzar continentes. O maceioense Caio Leite decidiu que a sua estrada até o Chile seria escrita com a simplicidade, a insistência e o barulho característico de uma Honda CG 160 cilindradas. 

Em uma jornada que desafiou a lógica da engenharia de viagem e levou a resistência física ao limite, ele e seu grupo de amigos alcançaram o território chileno nesta segunda-feira (8), transformando uma moto de rodar no ambiente urbano em protagonista de uma epopeia sul-americana.

A odisseia começou no asfalto de Maceió e acumulou uma quilometragem impressionante, superando a marca dos 5 mil quilômetros rodados. Para transformar o sonho em realidade geográfica, o grupo de motociclistas cortou o mapa do Brasil de ponta a ponta, cruzou as aduanas do Paraguai e encarou a vastidão territorial da Argentina antes de atingir o topo das cordilheiras chilenas. Uma viagem dessa magnitude exige uma paciência quase meditativa, onde a velocidade máxima da moto dita o ritmo de contemplação do cenário ao redor.

O caminho, longe de ser um tapete de facilidades, testou o espírito dos viajantes a cada troca de marcha. Caio e seus parceiros de asfalto enfrentaram uma verdadeira montanha-russa de condições meteorológicas, lidando com o calor escaldante das planícies, o vento lateral que ameaça desestabilizar veículos leves e o frio cortante que castiga o corpo conforme a altitude aumenta na aproximação com os Andes. Pilotar uma moto de baixa cilindrada por tantas horas seguidas exige do corpo uma resiliência extrema e da mente uma determinação inabalável para não ceder ao cansaço acumulado.

Por trás de cada obstáculo superado, contudo, a recompensa vinha desenhada na linha do horizonte. As retas intermináveis, a sensação de liberdade pura e a imponência visual das montanhas mais famosas do continente deram o tom de superação que marcou a jornada. Todo esse trajeto foi documentado pelo grupo em tempo real, abastecendo as redes sociais com vídeos, fotos e relatos sinceros sobre os perrengues, a burocracia das fronteiras e a mecânica das motocicletas, atraindo a atenção e a torcida de milhares de internautas.