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Elefanta Happy, símbolo de debate sobre direitos, é sacrificada em Nova York
Animal viveu quase 50 anos no Zoológico do Bronx
A elefanta asiática Happy, que se tornou referência mundial ao demonstrar sinais de autoconsciência em pesquisas científicas e foi o centro de uma disputa judicial histórica sobre os direitos de animais em cativeiro, morreu aos 55 anos após ser submetida à eutanásia no Zoológico do Bronx, em Nova York.
Segundo a instituição, a decisão foi tomada na terça-feira (26) devido ao agravamento de problemas de saúde relacionados à idade. Exames revelaram artrite severa e tumores uterinos inoperáveis, além de sinais de falência renal e hepática.
Happy nasceu na Ásia e chegou aos Estados Unidos ainda filhote em 1977. Durante sua trajetória, ficou conhecida por participar de um experimento em 2005 que comprovou que elefantes conseguem se reconhecer no espelho, habilidade rara entre espécies animais.
A elefanta também esteve no centro de uma batalha judicial movida pelo grupo Nonhuman Rights Project, que buscava reconhecê-la como pessoa jurídica para fins legais e transferi-la para um santuário. Embora a ação tenha sido rejeitada pela corte de Nova York, o caso abriu precedentes e ampliou o debate sobre os direitos de animais não humanos.
Com sua morte, apenas Patty, de 57 anos, permanece em exibição no zoológico. A direção informou que avaliará com cautela se ela será transferida para outra instituição.


