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Brasil cria 85,8 mil vagas formais de emprego em abril

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram avanço puxado pelo setor de serviços, enquanto comércio e agropecuária registraram queda no número de postos.

Por Redação 28/05/2026 15h03
Brasil cria 85,8 mil vagas formais de emprego em abril
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideraram a geração de vagas no país, enquanto Alagoas apresentou o pior saldo no período. - Foto: Reprodução


O Brasil fechou abril com saldo positivo de 85,8 mil empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços e teve maior participação das mulheres na criação de novas vagas.

Ao longo do mês, foram registradas 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos em todo o país. Do total de postos criados, 85,3% correspondem a empregos típicos, enquanto 14,6% são considerados não típicos, categoria que inclui contratos de até 30 horas semanais e vagas para aprendizes.

Entre os setores da economia, o desempenho mais forte veio da área de serviços, responsável pela abertura de 69.601 vagas. O resultado foi puxado principalmente pelos segmentos de saúde, transporte e atividades administrativas.

A construção civil também apresentou saldo positivo, com 23.525 novos postos, impulsionados pela construção de edifícios. Já a indústria encerrou abril com criação de 9.256 vagas, com destaque para a fabricação de produtos de carne e álcool.

Na contramão, comércio e agropecuária tiveram retração no período. O comércio perdeu 8.114 postos de trabalho, influenciado pela queda no varejo, enquanto a agropecuária registrou redução de 8.378 vagas, cenário associado à desmobilização do cultivo de soja.

Os dados do Caged também mostram diferença no saldo entre homens e mulheres. Em abril, as mulheres ocuparam a maior parte das novas vagas formais, com saldo de 49.857 empregos, enquanto os homens somaram 36.031 postos.

No recorte por estados, 24 unidades da federação apresentaram crescimento no número de empregos formais. São Paulo liderou o ranking, com 20.202 vagas abertas, seguido por Rio de Janeiro, com 11.741, e Minas Gerais, com 8.991.

Por outro lado, Alagoas teve o pior resultado do país, com fechamento de 1.505 postos. Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte também registraram saldo negativo, ambos com perda de 1.396 vagas.

O salário médio real de admissão em abril foi de R$ 2.386,65, valor que representa aumento de 1,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. Entre os trabalhadores em vagas típicas, a média salarial chegou a R$ 2.429,79, enquanto os contratos não típicos tiveram remuneração média de R$ 2.047,86.