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Vídeo mostra falso médico aplicando injeção em paciente na rua

Investigação aponta que dois suspeitos realizaram cerca de dois mil atendimentos irregulares em hospital particular da capital paulista.

Por Redação 26/05/2026 14h02 - Atualizado em 26/05/2026 14h02
Vídeo mostra falso médico aplicando injeção em paciente na rua
Suspeito foi preso durante operação da Polícia Civil em São Paulo e cidades da região metropolitana. - Foto: Reprodução

Um homem suspeito de atuar ilegalmente como médico foi preso nesta terça-feira (26) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo. A investigação aponta que ele e outro suspeito realizaram cerca de dois mil atendimentos clandestinos em um hospital particular da zona Leste da capital ao longo de dois anos.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo obtido pela CNN Brasil que mostra o momento em que o suspeito, identificado como Marcos Felipe de Barros, aplica uma injeção em uma paciente no meio da rua. Nas imagens, ele aparece se aproximando da mulher, mostrando o produto e realizando a aplicação.

Segundo a Polícia Civil, as investigações também apontaram que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos realizados pelos investigados.

A prisão aconteceu durante a Operação Hipócrates II, realizada na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes. Ao todo, foram expedidos sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária, um deles já cumprido, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

Durante as apurações, a polícia também identificou indícios de omissão e negligência por parte do hospital onde os atendimentos teriam ocorrido. Diante disso, a gestora operacional e o diretor clínico da unidade foram afastados das funções enquanto o caso segue sob investigação.

O delegado Mariano de Araújo afirmou que a apuração revela uma atuação clandestina prolongada e com impactos graves para pacientes atendidos na unidade de saúde. Segundo ele, os indícios levantados até o momento apontam falhas que ultrapassam a atuação dos falsos médicos.

A operação foi conduzida pelo 22º Distrito Policial de São Miguel Paulista.

A CNN Brasil informou que procurou o hospital citado na investigação e aguarda posicionamento. A defesa dos suspeitos também foi acionada, mas não havia sido localizada até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.