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The New York Times é processado por discriminação contra funcionário branco
Segundo o processo, o jornal promoveu uma mulher negra em vez do homem.
O jornal estadunidense "The New York Times" foi processado pela agência federal de direitos civis dos EUA, supostamente, pela discriminação ao não promover um funcionário branco, alegando que decisões editoriais teriam sido influenciadas por metas de diversidade.
Segundo a ação judicial apresentada nesta terça-feira (5), a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC) processou o jornal pela exclusão de um editor que não foi promovido em 2025. O homem afirma ter sido vítima de preconceito de gênero e raça por não entrar no cargo de editor-adjunto de imóveis, vaga que foi destinada a uma candida considerada "menos qualificada".
Ainda no processo, o funcionário trabalha no jornal desde 2014, e foi excluído da fase final da seleção. A EEOC sustenta que metas públicas do jornal para ampliar a presença de mulheres e pessoas negras nos cargos de liderança teriam influenciado a decisão, pois o homem branco foi excluído da final para o cargo, mas três mulheres e um homem negro avançaram.
A denúncia se baseia no título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe dicriminação no trabalho por raça ou gênero. Para a presidente da EEOC, Andrea Lucas, "Não existe 'discriminação reversa'. Toda discriminação por raça ou sexo é ilegal".
Lucas é aliada do governo do presidente Donald Trump, especialmente das políticas contra programas corporativos de diversidade, já tendo incentivado homens brancos a denunciarem casos parecidos de discriminação.
O New York Times contestou as acusações, e classificou a ação como "políticamente motivada". Em nota, a porta-voz do jornal, Danielle Rhoades Ha, afirmou que a escolha foi baseada em mérito, “Contratamos a candidata mais qualificada, e ela é uma excelente editora”, e declarou que a EEOC ignorou fatos para sustentar a narrativa.
O processo também aponta políticas de diversidade do jornal, como um plano lançado em 2021 para aumentar em 50% a quantidade de líderes negros e latinos até 2025. Segundo a EEOC, essa meta foi concluída em 2022, mas os programas foram mantidos. Críticos apontam que a ação pode atingir iniciativas voltadas à redução de desigualdades no mercado de trabalho.
Em 2024, haviam funcionários brancos em 68% na liderança, enquanto 29% eram pessoas não brancas. Outras empresas também são investigadas pela agência, como a Nike, também por suposta discriminação racial contra funcionários brancos.


