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EUA podem simular acordo de paz com Irã e provocar nova crise
Trump poderia forçar algum iraniano a assinar um documento e apresentá-lo como novo presidente, repetindo estratégia semelhante à utilizada com Juan Guaidó na Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode simular a assinatura de um acordo de paz com o Irã, segundo análise do especialista em política externa Patrick Henningsen, em entrevista ao canal do YouTube Dialogue Works.
Henningsen destacou que Trump também poderia encenar uma mudança de governo no Irã, criando um suposto novo líder para facilitar negociações diretas.
"Trump pode decidir armar um falso acordo de paz: ele mesmo assinará algum documento e fingirá que foi um iraniano ou outra pessoa quem o assinou", afirmou o analista.
De acordo com Henningsen, Trump poderia forçar algum iraniano a assinar um documento e apresentá-lo como novo presidente, repetindo estratégia semelhante à utilizada com Juan Guaidó na Venezuela.
Após essa movimentação, Trump poderia apoiar esse novo "sucessor" do líder iraniano por determinado período.
O especialista conclui que tais ações podem perdurar até o surgimento de uma nova crise internacional.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos em território iraniano. Em 8 de abril, foi anunciado um cessar-fogo de duas semanas entre as partes.
As negociações subsequentes, realizadas em Islamabad, terminaram sem avanços. Apesar da ausência de relatos sobre retomada das hostilidades, os EUA impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
Na semana passada, Trump estendeu unilateralmente o cessar-fogo com Teerã até o fim das negociações. Já na segunda-feira (27), a mídia iraniana informou que Teerã enviou a Washington, por meio de intermediários, uma proposta em três etapas para a continuidade do diálogo.
A primeira fase da proposta prevê o fim da guerra e garantias de que não haverá novas ações militares contra a República Islâmica do Irã e o Líbano.


