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Júri rejeita tese de suicídio e condena réu por feminicídio

Sentença fixa mais de 41 anos de prisão após perícia apontar estrangulamento em Maceió

Por Esther Barros 17/04/2026 07h07
Júri rejeita tese de suicídio e condena réu por feminicídio
. - Foto: Assessoria

A Justiça condenou André Luiz Ramos Santa Cruz a 41 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo feminicídio de Anne Larissa Nepomuceno Silva, de 40 anos, em Maceió.

A decisão foi tomada por júri popular realizado nesta quinta-feira (16), após mais de 12 horas de julgamento.

Durante a sessão, os jurados rejeitaram a versão de suicídio apresentada pela defesa e acolheram a tese do Ministério Público, que sustentou que a vítima foi morta por estrangulamento. O réu negou envolvimento no crime ao longo de todo o processo.

A acusação foi conduzida pelo promotor Antônio Vilas Boas, com assistência de Ronald Pinheiro. Segundo o Ministério Público, o crime foi praticado com meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

A perícia teve papel decisivo no julgamento. A médica-legista Thays Fernanda Avelino Novaes apontou que os exames indicavam estrangulamento, com evidências como sulco cervical e marcas compatíveis com a dinâmica apresentada pela acusação.

Além disso, imagens e outros elementos reforçaram a linha investigativa, indicando a presença do réu no local do crime e levantando suspeitas de tentativa de simulação de suicídio.
O julgamento foi presidido pelo juiz Yulli Roter, que, ao fixar a pena, considerou circunstâncias judiciais desfavoráveis e aplicou aumento na fase final da dosimetria.

Após a decisão, representantes da acusação destacaram que a condenação representa uma resposta à violência contra a mulher e reforça a importância da atuação do Tribunal do Júri em casos de feminicídio.

*Com informações Assessoria