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Sesau realiza mesa redonda sobre diagnóstico e vivências do autismo na Ufal
O debate abordou o conhecimento adquirido durante a graduação e as vivências das pessoas com Transtorno do Espectro Autista
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Supervisão de Cuidado à Pessoa com Deficiência, promoveu nesta segunda-feira (13) uma mesa redonda na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em parceria com o Programa de Educação Tutorial (PET) de Psicologia. O encontro teve como tema “O impacto do diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista na vida social” e buscou estimular o diálogo, a troca de experiências e a construção coletiva de conhecimento sobre o autismo.
A iniciativa incentivou o debate entre a comunidade acadêmica, integrando conteúdos vistos no curso de Psicologia às vivências reais de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento proporcionou aos futuros profissionais a oportunidade de conhecer de perto as experiências e desafios enfrentados por pessoas autistas.
Participaram da mesa Allure Ishtar, estudante de Pedagogia e representante do Coletivo Autista da Ufal, e o professor universitário Ulisses Izidoro, mestre em Ensino e Formação de Professores pela Ufal Arapiraca. A mediação ficou a cargo de Daniella Vieira, estudante de Psicologia e integrante do PET de Psicologia da Ufal.
O psicólogo Samuel Conselheiro, da Supervisão de Cuidados à Pessoa com Deficiência da Sesau, destacou que a proposta do encontro foi ampliar o diálogo sobre a autonomia da pessoa com TEA, integrando as ações do Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o autismo. “Fizemos essa ‘provocação’ ao grupo do PET de Psicologia da Ufal e eles aceitaram o desafio”, explicou Samuel ao comentar sobre a importância de levar o debate para o ambiente universitário.
“É fundamental que essa discussão ocorra ainda no espaço formativo, antes de os estudantes ingressarem nos serviços de atendimento à saúde. São esses futuros profissionais que irão acompanhar pessoas com o diagnóstico e promover o cuidado”, completou Samuel Conselheiro.
Segundo ele, a autonomia é o eixo central das ações do Abril Azul deste ano. “Pensando nessa autonomia, propusemos uma conversa sobre as técnicas, a assistência e o cuidado que vêm sendo realizados”, acrescentou.
Neto Rodrigues, integrante do PET de Psicologia, também ressaltou a relevância do debate sobre o TEA na universidade. “Trazer essa temática para a Ufal é importante não só para compreender o diagnóstico, mas para colocar as pessoas autistas como protagonistas de suas próprias vivências”, afirmou.
“A abordagem centrada apenas no diagnóstico, que recebemos durante a graduação, não é suficiente para garantir acolhimento e espaços onde pessoas com TEA possam viver suas subjetividades e se expressar plenamente”, concluiu Rodrigues.

