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Projeto de lei cita Maceió para defender regras nacionais sobre descarte de agulhas
Proposta prevê pontos específicos de coleta em supermercados, escolas e unidades de saúde; 50 garis foram feridos em 2023 só na capital alagoana
Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados usa dados de Maceió para justificar a criação de regras nacionais para o descarte de agulhas e outros materiais perfurocortantes de uso domiciliar.
A proposta é do deputado Dr. Daniel Soranz (PSD). Na justificativa, o texto cita diretamente a capital alagoana: só em 2023, cerca de 50 garis foram feridos por esse tipo de material descartado de forma irregular, número que apareceu em reportagem do G1 em abril de 2024 e que o parlamentar usou para mostrar que o problema não é pontual.
A solução proposta é um sistema de logística reversa, com pontos de entrega em locais de grande circulação, como supermercados, rodoviárias, unidades de saúde e escolas. O projeto proíbe expressamente o descarte no lixo comum ou em vias públicas e determina que os resíduos sejam destinados a recipientes próprios, com coleta e tratamento adequados.
Além da infraestrutura, a proposta prevê campanhas de conscientização com participação do poder público e da iniciativa privada.
O problema tem consequências diretas: agulhas e materiais cortantes descartados no lixo comum ferem trabalhadores da limpeza urbana, pessoas e animais que entram em contato com o lixo antes da coleta, além de representarem risco de contaminação e dano ambiental.

