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Parkinson: acompanhamento especializado garante qualidade de vida

Diagnóstico precoce e cuidado multidisciplinar ajudam pacientes a manter autonomia e rotina ativa

Por Redação* 10/04/2026 11h11
Parkinson: acompanhamento especializado garante qualidade de vida
Diagnóstico precoce é fundamental para controle do Parkinson - Foto: Assessoria

Celebrado em 11 de abril, o Dia Mundial do Parkinson reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce sobre a Doença de Parkinson, uma das enfermidades neurodegenerativas mais comuns no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1% da população acima dos 65 anos convive com a doença, enquanto no Brasil há mais de 200 mil pessoas diagnosticadas.

Caracterizada pela degeneração progressiva do sistema nervoso, a condição afeta principalmente os movimentos, causando tremores, rigidez muscular, lentidão e alterações no equilíbrio. Apesar de não ter cura, os avanços no tratamento permitem que pacientes mantenham qualidade de vida, especialmente com acompanhamento adequado.

Nesse cenário, o papel do neurologista é central na condução clínica, com definição de medicação e monitoramento contínuo. Segundo a neurologista Thaís Gemir, professora da Afya, o cenário atual é mais positivo.
“Hoje a realidade é bem diferente do que era há alguns anos. O Parkinson não é mais sinônimo de incapacidade imediata. Com diagnóstico adequado e tratamento bem conduzido, muitos pacientes conseguem manter independência e qualidade de vida por muitos anos”, afirma.

A especialista destaca que o tratamento é contínuo e individualizado, com foco no controle dos sintomas e na funcionalidade do paciente. “A gente consegue controlar sintomas, ajustar medicações ao longo do tempo e atuar de forma global, não só no tremor, mas também no humor, sono e cognição. Ou seja, é uma doença crônica, mas com grande possibilidade de controle”, explica.

O diagnóstico precoce também é decisivo para a evolução do quadro. “Quando diagnosticamos cedo, conseguimos iniciar o tratamento antes que as limitações sejam mais significativas. Isso permite melhor controle dos sintomas e preservação da autonomia por mais tempo”, reforça.

Além da medicação, o cuidado multidisciplinar é apontado como essencial. “O tratamento não é só remédio. A abordagem precisa ser multidisciplinar, com atividade física regular, fisioterapia, acompanhamento psicológico, além de cuidados com sono e alimentação”, pontua.

A fisioterapia neurofuncional é uma das principais aliadas nesse processo. Segundo a fisioterapeuta Briza Rocha, também professora da Afya, a intervenção precoce pode trazer impactos relevantes na rotina dos pacientes.
“Segundo as orientações do Guideline europeu, essa abordagem promove uma melhora significativa na qualidade de vida de quem tem a Doença de Parkinson. Pacientes demonstram melhora na mobilidade, funcionalidade e equilíbrio, impactando diretamente nas atividades do dia a dia”, destaca.

Ela reforça ainda a importância do trabalho integrado entre profissionais. “É essencial incentivar o autogerenciamento do paciente, iniciar a intervenção a partir do diagnóstico e contar com uma equipe multidisciplinar”, explica.

Outro pilar fundamental é a alimentação. A nutricionista Fabiana Accioly, professora da Afya Maceió, ressalta que o acompanhamento nutricional deve ser parte do tratamento.
“A alimentação muitas vezes é negligenciada, quando deveria ser a base sustentando todos os outros fatores. Dependendo do estado nutricional, a doença pode ser agravada”, alerta.

Segundo a especialista, a nutrição contribui diretamente para o controle dos sintomas e evolução da doença, além de auxiliar na eficácia dos medicamentos, como a Levodopa, cuja absorção pode ser influenciada pela dieta.

No contexto do Dia Mundial do Parkinson, a principal mensagem é que informação, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo fazem diferença no dia a dia dos pacientes. Com suporte adequado, é possível manter independência, rotina ativa e qualidade de vida ao longo do tempo.

*Com informações da Assessoria