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Ministro do STF viajou a Maceió em aeronave paga por advogada ligada ao Banco Master

Ministro confirmou presença em aniversário em Maceió e disse ter sido convidado para a viagem

Por Redação* 04/04/2026 09h09
Ministro do STF viajou a Maceió em aeronave paga por advogada ligada ao Banco Master
Nunes Marques - Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, viajou de Brasília a Maceió em um avião particular custeado por uma advogada que atua em processos judiciais para o Banco Master. A informação foi divulgada pelo jornal Estadão neste sábado (4).

De acordo com a reportagem, o ministro e sua esposa realizaram a viagem em 14 de novembro de 2025 para participar da festa de aniversário da advogada Camilla Ewerton Ramos, que teria arcado com os custos do voo.

Em nota ao jornal, Nunes Marques confirmou a viagem e afirmou que participou do evento a convite. Camilla Ramos é casada com o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), onde o ministro já atuou anteriormente.

Segundo registros do terminal executivo do Aeroporto de Brasília citados na reportagem, o ministro chegou ao local acompanhado da esposa, Vanessa Ferreira, por volta das 10h da sexta-feira (14). Cerca de 35 minutos depois, um avião particular decolou com destino à capital alagoana.

A aeronave utilizada foi um jato Legacy 650, da Embraer, com capacidade para até 17 passageiros. O voo foi operado pela empresa Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços, ligada à Prime You, que administra bens do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Ainda conforme o Estadão, documentos indicam que Camilla Ramos possui procuração para representar o banco em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), relacionados à recuperação de créditos no setor sucroalcooleiro.

Em nota, a advogada declarou que o voo foi contratado de forma privada para comemorar seu aniversário e que convidou amigos para a viagem.

A reportagem também menciona que outros ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, teriam utilizado aeronaves operadas por empresas ligadas ao mesmo grupo empresarial em ocasiões distintas, com base em registros de voos e acessos a terminais executivos obtidos pelo jornal.

*Com informações do Jornal Extra