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Britânica recebeu R$ 165 mil em benefícios por crises de ansiedade e foi flagrada surfando

Catherine Wieland alegava não conseguir trabalhar nem tomar banho sozinha, mas foi filmada em resort de luxo e parque de diversões; Justiça determinou devolução do dinheiro.

Por Redação com agências 28/03/2026 14h02 - Atualizado em 28/03/2026 15h03
Britânica recebeu R$ 165 mil em benefícios por crises de ansiedade e foi flagrada surfando
Britânica recebe R$ 165 mil em benefícios do Governo e é flagrada surfando em praia - Foto: Reprodução/Department for Work and Pensions

Uma britânica de 33 anos foi condenada após receber o equivalente a R$ 165 mil em benefícios do governo alegando crises de ansiedade incapacitantes, mas ser flagrada em viagens de lazer, incluindo uma temporada no México onde praticou surfe e tirolesa em um resort de luxo.

Catherine Wieland, moradora de Goring-by-Sea, na Inglaterra, afirmava que suas crises de ansiedade eram tão severas que a impediam de trabalhar e realizar tarefas simples do dia a dia, como cozinhar e tomar banho. Com base nessas alegações, ela passou a receber auxílio do Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido.

Vigilância e flagrantes

O órgão, no entanto, manteve Catherine sob vigilância e descobriu as irregularidades. A beneficiária foi flagrada em diversas situações incompatíveis com o quadro que relatava:

Viagem ao México: praticou surfe e tirolesa em resort de luxo, a quase 8 mil quilômetros de sua residência


Visitou o parque de diversões Thorpe Park pelo menos três vezes


Marcou 76 sessões em salões de beleza


Frequentou pelo menos 60 pubs, clubes e restaurantes


Aumento de benefício e defesa

Mesmo após a viagem ao México, Catherine entrou com pedido de aumento da pensão, alegando que as crises de ansiedade haviam piorado. Quando denunciada, apresentou sua defesa: “Eu não sabia que não podia sair de casa.”

Condenação

Na quinta-feira (26), ela foi sentenciada a 28 semanas de prisão, pena suspensa por 18 meses (equivalente, no sistema britânico, à liberdade condicional). A Justiça também determinou a devolução integral dos R$ 165 mil recebidos indevidamente. As informações são do jornal The Independent.