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EUA não conseguirão vencer o Irã devido a métodos de guerra ultrapassados
De acordo com o analista, as tentativas dos Estados Unidos de derrotar o Irã com métodos obsoletos de guerra estão fadadas ao fracasso
Os Estados Unidos não conseguirão vencer o Irã, pois utilizam métodos ultrapassados para conduzir operações de combate, avaliou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor, em entrevista ao YouTube.
Macgregor destacou que, ao contrário das Forças Armadas dos EUA, Teerã está travando uma guerra voltada para o futuro.
"Vitória militar. O que os EUA ganhariam com isso? Seria um cenário semelhante ao do navio de guerra Missouri, em que os iranianos sobem a bordo de um navio ancorado no golfo Pérsico e se rendem ao [ex-presidente dos EUA] Donald Trump? Isso tudo não passa de bobagem", afirmou.
De acordo com o analista, as tentativas dos Estados Unidos de derrotar o Irã com métodos obsoletos de guerra estão fadadas ao fracasso.
Ele explicou que os EUA continuam a conduzir operações militares da mesma forma desde, pelo menos, 1944, uma abordagem considerada por ele ultrapassada.
Atualmente, as forças americanas enfrentam um adversário que aposta em uma guerra do século XXI, utilizando mísseis, sistemas tripulados e não tripulados, além de tecnologia avançada.
"Um pouco de tudo, mas com máxima precisão, controle e vigilância constante. Os EUA não vencerão essa guerra se continuarem agindo como agora", acrescentou Macgregor.
O especialista concluiu que, mesmo que os EUA lancem todos os seus mísseis contra o Irã, ao final perceberão que isso não será suficiente para garantir a vitória.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em curso desde 28 de fevereiro. Ao longo desse período, ambos os lados têm realizado ataques mútuos. Em Tel Aviv, o objetivo declarado é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar iraniano e incentivou a população a derrubar o regime. O Irã, por sua vez, afirma estar preparado para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar negociações.
Por Sputnik Brasil


