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Analista aponta três motivos para adiamento dos ataques dos EUA ao Irã
Nesta segunda-feira (23), Donald Trump afirmou que EUA e Irã tiveram conversas “muito positivas e produtivas” e que orientou o Pentágono a adiar os ataques
O adiamento de cinco dias dos ataques dos Estados Unidos às instalações de energia do Irã pode ter múltiplos objetivos estratégicos, segundo análise do cientista político azeri, Asif Narimanly, à Sputnik.
Para o especialista, a declaração do presidente norte-americano Donald Trump — negada por Teerã — de que “negociações produtivas estão em andamento para acabar com o conflito”, junto ao anúncio do adiamento das ofensivas, configura uma manobra diplomática para alcançar diferentes metas interligadas.
Segundo Narimanly, a primeira razão seria influenciar a crise no mercado de energia: “Washington quer dar ao mercado cinco dias para se estabilizar, enquanto busca alternativas para lidar com o estreito de Ormuz nesse intervalo.”
O analista aponta ainda que o adiamento serve para ganhar tempo: “É necessário restaurar o arsenal de mísseis dos EUA e, ao mesmo tempo, decidir sobre o rumo do conflito — se avançar para uma nova fase ou buscar os objetivos iniciais.”
Por fim, Narimanly considera que a decisão fortalece a posição dos EUA tanto diante da oposição interna quanto na arena internacional. “O governo norte-americano, por um lado, defende o diálogo e, por outro, tenta mostrar que está ‘buscando o fim da guerra’, mas impõe condições que o Irã dificilmente aceitará, como a abertura do estreito de Ormuz”, explica.
Segundo ele, a recusa de Teerã em aceitar essas exigências pode ser usada por Washington como justificativa para a continuidade das hostilidades.
Nesta segunda-feira (23), Donald Trump afirmou que EUA e Irã tiveram conversas “muito positivas e produtivas” e que orientou o Pentágono a adiar os ataques à infraestrutura energética iraniana por cinco dias.
No entanto, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a existência dessas conversas, reiterando que não há negociações enquanto houver bombardeios.
Por Sputnik Brasil


