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MP denuncia donos de clínica e parente por morte de esteticista em Alagoas

Caso envolve acusações de tortura, cárcere privado e medicação irregular

Por Redação 20/03/2026 15h03
MP denuncia donos de clínica e parente por morte de esteticista em Alagoas
MP denuncia donos de clínica e parente por morte de esteticista em Alagoas - Foto: Reprodução

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) apresentou denúncia contra três pessoas pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Santana, ocorrida em agosto de 2025, em Marechal Deodoro. A acusação inclui homicídio qualificado, tortura e cárcere privado.

Segundo a 2ª Promotoria de Justiça do município, os denunciados são Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, proprietários da Comunidade Terapêutica Luz e Vida, além de Soraya Pollyanne dos Santos Farias, tia da vítima.

De acordo com a investigação, Cláudia teria sido submetida a agressões físicas constantes, contenções e uso de medicamentos sem prescrição adequada. O laudo cadavérico apontou múltiplas lesões e concluiu que os traumas provocados pelas agressões foram a causa da morte.

Testemunhas relataram episódios frequentes de violência contra internos da clínica, incluindo castigos físicos e uso excessivo de força. O MP também destacou que a vítima permaneceu internada por cerca de um ano, parte sob contrato e parte em situação que caracterizaria cárcere privado, já que teria sido mantida contra sua vontade após o término do vínculo.

A denúncia aponta ainda que Cláudia foi submetida a doses elevadas de medicamentos psicotrópicos, o que teria comprometido sua capacidade de reação. No caso da tia, Soraya Pollyanne, o Ministério Público sustenta que ela contribuiu para a permanência da vítima na clínica mesmo sem autorização legal.

Paralelamente, Maurício Anchieta e Jéssica Vilela já estão presos por outros crimes investigados pela Polícia Civil, como estupro de vulnerável, maus-tratos e exercício ilegal da medicina.

O MP requereu a prisão preventiva dos acusados, além da realização de buscas, apreensões e quebra de sigilo de dados para aprofundar as investigações. O processo segue em tramitação na Justiça de Alagoas.

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