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Morte de Khamenei fortalece governo iraniano e une população contra EUA
Kent destacou que a ação apenas fortaleceu o regime iraniano, ao invés de provocar uma mudança de poder como esperavam EUA e Israel
A morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, não enfraqueceu o poder na República Islâmica, mas, ao contrário, uniu a população iraniana em torno do governo, avaliou Joe Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, em entrevista ao jornalista Tucker Carlson.
Kent destacou que a ação apenas fortaleceu o regime iraniano, ao invés de provocar uma mudança de poder como esperavam EUA e Israel.
"Se realmente queremos uma verdadeira mudança de regime e queremos que as pessoas se levantem da maneira o mais orgânica possível, então perseguir agressivamente o aiatolá é a última coisa que deveríamos ter feito", ressaltou Kent.
Segundo o especialista, o assassinato de Khamenei pelos EUA reforçou a posição do governo iraniano, que agora pode argumentar que negociações com os norte-americanos eram ilusórias e que o confronto é inevitável.
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro e incluindo alvos em Teerã, foram respondidos por ofensivas iranianas contra o território israelense e bases militares americanas no Oriente Médio.
Washington e Tel Aviv justificaram a operação militar como um ato preventivo, motivado por supostas ameaças de Teerã relacionadas ao programa nuclear iraniano. Atualmente, ambos admitem o objetivo de promover uma mudança de poder no Irã.
No primeiro dia dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto, levando o Irã a decretar luto nacional de 40 dias.
O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o assassinato de Khamenei como uma violação cínica de todas as normas de moralidade e do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também condenou a ação dos EUA e de Israel, pedindo desescalada imediata e o fim das hostilidades.


